Piora 'quadro' de mulher que foi queimada pelo ex-amásio
Nossa Lucélia - 10.12.2012



TUPÃ – Continua foragido o tupãense acusado de atear fogo no corpo da ex-amásia na madrugada do último sábado, dia primeiro de dezembro, por volta de 1 hora da madrugada, em um bar nos altos da Rua Marília.

A. da S.G, pedreiro, de 44 anos, segundo testemunhas disseram à polícia, de forma traiçoeira, derramou gasolina e ateou fogo no corpo de P.O.B., 44. A “tentativa de assassinato” teria sido motivada pelo fato de que menos de uma semana antes, a mulher rompeu com o acusado um relacionamento amoroso de cerca de 4 anos, segundo um filho dela de 25 anos de idade.

O rapaz contou que a convivência dos dois sempre foi marcada por muitas brigas e que ele próprio chegou a ter problemas com o acusado, chegando a “ser colocado para fora de casa” ao separar uma discussão mais ríspida do casal.

Também contou que o padrasto “parece que se transformava quando bebia”, sendo que em uma outra ocasião, também por desentendimento com a vitima chegou a atear fogo e tentar queimar a casa onde a família vivia, no Jardim Jaçanã.

O filho da vitima disse ainda que a família não pretende uma vingança, mas espera apenas que a justiça seja feita, por considerar o ato do pedreiro uma traição covarde e sem qualquer justificativa.

ESTADO - O filho contou ainda que sua mãe, no domingo, seguinte ao atentado, foi transferida para um hospital especializado no tratamento de queimaduras, na Vila Mariana, em São Paulo e que, desde então, vem sendo submetida a várias cirurgias plásticas corretivas, mas o quadro continua grave. Para piorar, segundo ele, P.O.B., contraiu uma pneumonia hospitalar, que vem sendo administrada pelos médicos.

De acordo com informações dos bombeiros e policiais militares que estiveram no local, P.O.B., teve cerca de 60% do corpo queimado pela gasolina em chamas, jogada pelo ex-amásio, que conforme testemunhas, virou o galão de combustível com a mão esquerda e imediatamente colocou fogo usando um isqueiro na mão direita.

TEMPORÁRIA - A ação do pedreiro foi tão rápida que, de acordo com testemunhas, ele próprio sofreu queimaduras na mão direita e teria saído do local gritando, provavelmente de dor, dizendo palavrões. “Uma testemunha me passou essa informação e, por conta disso, no dia mesmo, notificamos os hospitais de Tupã e da região para que, em qualquer caso de paciente suspeito, a polícia fosse avisada”, contou a delega Cristiane Braga, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Tupã, que está acompanhando o desenrolar do caso.

A delegada disse também que já solicitou a prisão temporária do acusado e que a Polícia Civil vem trabalhando com afinco para que ele seja localizado e preso pelo crime que cometeu. A temporária pedida é válida por 5 dias, mas pode ser prorrogada por igual período.

O filho da vítima disse que a família e os amigos e conhecidos já consultados não têm também qualquer informação sobre o paradeiro do agressor.


Fonte: Diário de Tupã / Bastos Já


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