Polícia Civil de Bastos evita golpe do bilhete premiado
Nossa Lucélia - 08.12.2012
Desconfiados, familiares da vítima de 65 anos informaram a Policia Civil após ele dizer que "faria um negócio"
BASTOS – Na tarde da quarta-feira (06), os Investigadores de Polícia do Setor de Investigações Gerais da Delegacia de Polícia de Bastos evitaram a consumação de um crime de estelionato do qual estava sendo vítima um idoso de 65 anos de idade.
Ele tinha sido abordado pelos golpistas quando estava se dirigindo a uma empresa instalada na região central da cidade e envolvido pela história montada, acreditando que realmente iria ganhar uma grande soma de dinheiro retornou a sua casa para buscar o cartão magnético de sua conta-corrente.
Convicto iria sacar o dinheiro e entregá-lo aos estelionatários em troca do bilhete de loteria, que ele inclusive já havia conferido e constatado que realmente daria direito ao recebimento de um grande prêmio.
Por ser incomum, tal fato despertou a atenção de seus familiares que indagaram o que estava ocorrendo, tendo a vítima afirmado que iria efetuar um negócio, não fornecendo maiores detalhes.
Para sorte da vítima os familiares comunicaram o fato à Polícia Civil de Bastos sendo que de imediato os Investigadores de Policia do Setor de Investigações Gerais saíram em diligências pela cidade e encontraram a vítima no interior de uma agência bancária, se preparando para sacar a quantia de R$ 15.000,00 (Quinze mil Reais) que seria utilizada no pagamento do bilhete “premiado”.
O curioso é que a vítima estava tão envolvida na história que os Policiais Civis tiveram dificuldade em fazê-la entender que se tratava de um golpe e que ela iria perder todo o dinheiro para os estelionatários.
Os golpistas acabaram se evadindo e não foram mais localizados, todavia as diligências terão prosseguimento visando o esclarecimento da autoria delitiva.
O Delegado de Polícia Sandro Resina Simões, responsável pelo expediente da Delegacia de Polícia de Bastos, destacou que este é sem dúvida um dos golpes mais antigos do Brasil.
O roteiro é clássico, o golpista (com jeito de caipira pouco esperto) pede informações sobre o endereço de uma agência de determinada instituição financeira, dizendo que é para receber um prêmio de loteria.
As vítimas típicas são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (forjado ou falso), juntamente com um documento oficial (também falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.
A caminho do banco e depois de muita conversa o golpista propõe a vítima lhe vender o bilhete premiado por uma fração do seu valor.
Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa, que esqueceu os documentos, que esta desorientado com a burocracia, que tem alguém esperando por ele etc.
A vítima cai nesta conversa, saca o dinheiro da própria conta bancária e o entrega ao golpista em troca do bilhete que não vale nada.
Existem variantes onde, para pressionar ou incentivar a vítima a ir sacar seu dinheiro no banco, no meio da conversa com o golpista que oferece o bilhete aparece um comparsa se dizendo pronto a comprar o bilhete (aí a vítima pode achar que está perdendo um bom negócio), ou se oferecendo como sócio da vítima na compra do bilhete e mostrando parte do dinheiro necessário, ou ainda, prestativo, ajuda, ligando com o seu celular, para verificar se o bilhete é mesmo “premiado”.
Finalmente ressaltou que o fato sirva de alerta à população em geral e que a iniciativa dos familiares da vítima de acionarem imediatamente a Polícia Civil sirva de exemplo.
Sob o comando do Delegado de Polícia Sandro Resina Simões, participaram das diligências que evitaram a consumação do crime de estelionato os Policiais Civis Nei, Nilton, Benites, Galego, Antônio, Márcio, Nelson, Gustavo, Robson e Reinaldo.
Fonte: Do Parapuã. net
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