Erro na instalação de transformador queima aparelhos em 22 casas
Nossa Lucélia - 06.12.2012


Moradores de um quarteirão tiveram eletrodomésticos danificados por conta da tensão na rede

TUPI PAULISTA – Vinte e duas casas do Jardim Petrópolis, em Tupi Paulista, tiveram vários eletrodomésticos queimados por conta de uma sobrecarga de energia que ocorreu após a troca de um transformador. Segundo a Elektro, empresa que opera os serviços de energia na cidade, o problema ocorreu porque o aparelho foi instalado com tensão superior.

Os moradores do quarteirão afetado contam que ouviram um barulho estranho nos medidores de energia e diversas lâmpadas queimaram, até mesmo as da iluminação pública. Depois, outros eletrodomésticos foram sendo atingidos.

A dona de casa Maria Aparecida Pinheiro ficou sem a geladeira, o micro-ondas, a televisão, os telefones sem fio, o interfone e até o portão eletrônico. Tudo queimado.

“Quem consegue ficar sem geladeira? Tudo depende da geladeira, principalmente alimento”, diz ela, indignada.

Na casa de Maria dos Santos Novaes, calcula-se os prejuízos em mais de R$ 2 mil, entre equipamentos de som, receptor de TV, rádio-relógio e micro-ondas. Ela já entrou em contato com a concessionária de energia e aguarda a resposta da empresa. “Eles falam para aguardar uma carta em casa para ver como vai ficar. Mas a gente vai ter que esperar quanto? Um mês, dois, um ano?”, questiona.

A gerente da Elektro, Sabrina da Silva, reconhece a falha da empresa e diz que todos devem fazer o procedimento de reclamação e esperar pelos prazos previstos em lei. “A partir da solicitação do cliente, temos um prazo de 10 dias de vistoria e, a partir daí, 15 dias para responder sobre o deferimento ou indeferimento do processo. Se for o caso, temos 20 dias para pagar os prejuízos”, explica.

Os moradores alegam que nenhum técnico apareceu no bairro desde que o segundo transformador foi instalado no local, na semana passada. Eles também afirmam que, como geladeira é um equipamento essencial, a manutenção já era para ter sido resolvida em 24 horas, o que também não aconteceu.

“O que nós queremos é que o ressarcimento seja feito de uma forma mais rápida. Estamos notando que vai ser burocrático, vai haver demora. E é injusto pagarmos por um erro da concessionária”, reclama a professora Amanda Fatinanci.


Fonte: Do iFronteira.com


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