Justiça Eleitoral analisa suposta compra de votos em Rinópolis
Nossa Lucélia - 06.12.2012


Denúncia envolve o prefeito reeleito, Valentim Trevisam (PSDB)

RINÓPOLIS – A Rádio Cidade FM de Bastos trouxe matéria sobre suposta compra de votos envolvendo o atual prefeito da cidade e vencedor das eleições deste ano na cidade por apenas 78 votos de diferença, Valentim Trevisam (PSDB). O caso foi parar na Justiça Eleitoral de Tupã, que deverá determinar investigação. 

A eleição deste ano foi marcada por uma longa disputa pela prefeitura de Rinópolis entre o candidato eleito e atual prefeito Valentim Trevisan (PSDB) e Neto da Farmácia (PV), Valentim aparentemente estava com a briga ganha e mais quatro anos de mandato. Ontem (4), no entanto, Neto apresentou uma denúncia baseada em depoimentos de eleitores acusando o prefeito de compra de votos.

Protocolada perante a Justiça Eleitoral de Tupã e envolvem o resultado de uma das eleições mais acirradas da região. A diferença entre um e outro adversário foi de apenas 78 votos no pleito de 7 de outubro. Segundo Neto, a atitude foi tomada após muitos eleitores os procurarem questionando se a suposta compra de votos não teria interferido no resultado da eleição.

O autor das acusações é  Lucineudo Costa de Moura, trabalhador rural. Ele diz que Valentim lhe ofereceu pessoalmente R$ 50 em troca de seu voto. Ele ficou com o dinheiro, mas não votou no candidato. Além disso, recebeu recados de que caso votasse em Valentim, ganharia um churrasco para toda a família.

Outra declaração parecida partiu da dona de casa Rosa Val, 67. Ela conta que procurou a prefeitura em uma época de problemas com contas atrasadas (aproximadamente R$ 500).

O prefeito, que estaria acompanhado de sua candidata a vice, a vereadora Graziela Tomé, teria lhe dado R$ 100, conforme relatou a mulher. Porém, Rosa deveria votar nele e fazer campanha a seu favor no bairro onde mora. Ela admitiu ter pego o dinheiro, mas também não votou no candidato.

Conforme informado por sua assessoria, Trevisan estava em Brasília a trabalho. Já Graziela não se manifestaria por não conhecer o conteúdo da denúncia.


Fonte: OCnet _ Colaborou Nilton Mendonça (Rádio Cidade)


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