Mulher usou dinheiro do marido para pagar por sua morte
Nossa Lucélia - 29.11.2012


Mãe e filha pagaram R$ 5 mil pelo assassinato de luceliense; bandidos foram pagos com dinheiro da vítima

OSVALDO CRUZ – Após a Polícia Civil de Lucélia anunciar que encerrou o inquérito sobre a morte do lavrador encontrado morto em seu sítio e com o corpo parcialmente queimado no dia 22 de outubro, José Laércio Evangelista, de 47 anos, a irmã da vítima, Maria Selma Evangelista Cabral, moradora em Osvaldo Cruz veio a público nesta semana para esclarecer detalhes sobre o crime bárbaro. 

Pelo que relatou a irmã, José Laércio foi morto a mando da própria esposa e da filha dela e mais: o valor pago ao matador – R$ 5 mil – seria proveniente de economias da própria vítima. Tudo porque mãe e filha – mandantes do assassinato – queriam o patrimônio de José Laércio. 

O contato da irmã foi no sentido de esclarecer que uma das versões divulgadas confunde os nomes dos envolvidos e acaba comprometendo a família da vítima. 

As mandantes do crime foram Maria Inês dos Santos, 50, companheira de José Laércio e a filha dela, Cristiane Pereira Castro, 27, ambas moradoras na zona rural de Lucélia e numa chácara da vítima, propriedade que pode ser o motivo do homicídio, ocorrido no Bairro Santa Maria. 

O delegado do caso, Rodrigo Pigozzi Alabarse, prendeu em flagrante as envolvidas que figuram como mandantes do crime e ainda os dois homens, que são irmãos e moradores de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto e autores do assassinato. Um é ex-companheiro da enteada de Evangelista. 

O assassino seria José Carlos Costa, vulgo Nego, morador de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto. A identidade do outro comparsa não foi divulgada pela polícia. 

Segundo a versão oficial, o crime foi motivado por brigas familiares, versão contestada pela irmã da vítima. 

De acordo com Maria Selma, moradora em Osvaldo Cruz, a motivação do crime seria puramente porque as duas mulheres, que teriam pagado R$ 5 mil pela execução da vítima, queriam o patrimônio de José Laércio. 

Com a autorização da Justiça, a polícia conseguiu confirmar o pagamento, por meio da quebra de sigilo bancário das mulheres. Foi confirmado o saque no valor de R$ 5 mil no dia seguinte após a execução do homem. “Elas mandaram executar meu irmão e usaram o dinheiro dele para pagar os assassinos”, disse a irmã da vítima. 

Mãe e filha continuam presas no Presídio Feminino de Tupi Paulista. Já os acusados estão presos temporariamente na Cadeia de Adamantina. A polícia aguarda a decisão do juiz da comarca de Lucélia, que analisa se aceita o pedido da Polícia Civil em decretar a prisão temporária deles. 

Ainda segundo o delegado, pela segunda vez, a mulher da vítima tem seu nome envolvido num crime. Há cerca de dez anos ela foi acusada de ter matado seu ex-companheiro. Porém, foi inocentada. 

MANDANTE NÃO DEIXAVA MARIDO SE APROXIMAR DA FAMÍLIA - Segundo a irmã da vítima, a suposta mandante do crime e companheira de José Laércio não permitia que o luceliense que sempre sonho em ser fazendeiro se aproximasse dos irmãos. “Nós quase não tínhamos contato com ele porque ela não permitia”, disse dona Maria Selma. 

De acordo com a osvaldocruzense, a vítima trabalhava no corte de cana. “A filha da [Maria] Inês estava morando com eles. Ela disse que iria para São José do Rio Preto, mas deixou as roupas. Penso que ela foi lá [Rio Preto] só para encomendar a morte do meu irmão”, afirmou Maria Selma, ao refutar as alegações de Maria Inês de que a vítima a agredia com freqüência e que o casal vivia junto há oito anos.

“A gente espera que haja justiça. Meu irmão era novo e trabalhador e ele não merecia isso”, completou Maria Selma.


Fonte: Ocnet - com informações do iFronteira e Portal Regional


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