Abuso de motorista de ambulância coloca pacientes em risco
Nossa Lucélia - 16.11.2012
Ultrapassagens perigosas e em local proibido e excesso de velocidade são algumas das reclamações
ADAMANTINA – A imprudência e os abusos cometidos por um motorista de ambulância do Posto de Saúde de Adamantina gerou a revolta da família de uma paciente que foi por duas vezes levado no veículo até Presidente Prudente.
Ultrapassagens perigosas e em local proibido e excesso de velocidade são algumas das reclamações daqueles que optaram pelo transporte de ambulância para dar mais conforto aos pacientes que precisavam de cuidados médicos, mas que segundo eles, serviram apenas para colocar em risco a vida de seus familiares.
Uma senhora que passou por uma cirurgia em Presidente Prudente relatou o medo que passou ao ser trazida para Adamantina pelo motorista. Ela, que teria que se recuperar do pós-operatório, disse que a velocidade que o motorista dirigia era muito além do permitido, sem nenhuma necessidade, já que não existia nenhuma emergência. De acordo com sua filha, a mãe reclamou do desconforto e o medo gerado na viagem. Dias depois, quando precisou retornar ao hospital prudentino para a retirada dos pontos, foi novamente levada pelo mesmo motorista que, por pouco, segunda ela, não causou um acidente.
“Solicitamos o serviço da ambulância por entender que minha mãe precisava de cuidados, mas não foi isso que aconteceu, pelo contrário. Quando fomos reclamar, fomos informados apenas que não há nada a fazer”, destacou a filha indignada.
O IMPACTO procurou o departamento de saúde que não se pronunciou sobre o caso. Depois de ser questionado sobre o ocorrido pelo setor, o motorista José Antonio Conceição procurou o IMPACTO para falar sobre o episódio.
Segundo ele, as ultrapassagens acontecem durante o percurso mas somente nos locais permitidos e que, dentro da ambulância, nenhum paciente pode afirmar que ele desrespeitou as regras ou excedeu a velocidade já que não é possível ver.
Ele falou ainda sobre um incidente que aconteceu no trevo de Martinópolis, onde segundo ele, um caminhão bitrem avançou na pista contraria e ele foi obrigado a fazer uma manobra brusca, o que fez com que outro passageiro que estava na ambulância batesse a cabeça. “Sempre oriento os passageiros a utilizarem os cintos de segurança. Se ele bateu a cabeça é porque estava sem o cinto”, destaca o motorista que afirmou estar com todos os cursos em dia.
Fonte: GI Notícias
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