Moradores criticam demora na entrega de casas
Nossa Lucélia - 11.11.2012


Mutirantes afirmam que as 87 casas populares deveriam ter sido entregues no primeiro semestre deste ano

NOVA GUATAPORANGA – Em Nova Guataporanga, os mutirantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) vivem uma situação parecida com a mostrada em outubro deste ano pelo iFronteira em Parapuã, quando moradores fizeram manifestações em frente à Prefeitura Municipal. Os imóveis de Nova Guataporanga foram finalizados, porém, alguns estão com problemas.

Os mutirantes afirmam que as 87 casas populares deveriam ter sido entregues no primeiro semestre deste ano. Mas, novas datas para a entrega foram marcadas e em nenhuma delas o combinado foi cumprido.

“Quando perguntamos, sempre somos informados que a entrega será no dia 15, no dia 30. Então, parece até que eles sabem o dia e pedem para ficarmos tranquilos, mas até agora estamos esperando esse dia”, salienta o mutirante José Pereira.

As casas estão prontas há três meses e nenhuma foi entregue ainda. Os futuros moradores estão preocupados com o estado de conservação dos imóveis, que estão sofrendo a ação do tempo.

Paredes e muros rachados, tubulações de água com vazamentos e portas sem vidros são apenas alguns dos exemplos de que as casas vazias já estão deterioradas.

“Quando formos pegar as casas, vamos pagar por uma coisa que teremos que gastar o dobro em cima disso. Elas estão rachando, quebrando os vidros e as portas. O que vamos pagar? Um preço de uma coisa que não vai valer nada”, argumenta a mutirante Maria Inês de Oliveira.

O prefeito da cidade, Policarpo Freire, afirma que toda a documentação dos imóveis foi repassada para a CDHU no final de outubro.

“O gerente da CDHU esteve conversando comigo e disse que estava indo a São Paulo e que o governador tem a inauguração de uma obra em Regente Feijó para o dia 15 de novembro. Ele veria a possibilidade do governador vir até Nova Guataporanga fazer a inauguração das casas na cidade”, explica.

A demora na entrega causa outros transtornos. Há mutirante com os dias contados para ser despejada da casa onde mora, que é alugada.

“Não tem mais saída para mim. Só estou esperando minha casinha popular, porque não tenho condições de procurar uma casa de R$ 400. Vão passando semanas e semanas e eles nunca entregam”, revela a mutirante Silvana Souza.

Em nota,  a CDHU informa que a documentação junto ao Cartório de Registro de Imóveis foi concluída na última terça-feira (6), o que possibilita a companhia a emitir os contratos de financiamento. A nota diz também que a entrega das 87 unidades do Conjunto Habitacional Papa João Paulo II pode ser feita ainda no mês de novembro.


Fonte: Do iFronteira


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