Dracena e região sofrem com a falta do Serviço de Verificação de Óbito
Nossa Lucélia - 19.10.2012
DRACENA - Desde o começo deste ano, o serviço não é feito mais na cidade, anteriormente segundo médico responsável pelo IML antes o profissional 'quebrava um galho' assinando o atestado com a causa da morte.
Dracena e as cidades da região enfrentam a falta de um médico, desde o começo deste ano, que possa fazer a verificação e o exame de óbito em corpos de pessoas vitimadas por morte natural ou morte sem assistência médica, que aponta a verdadeira causa da morte. O médico mesmo sabendo que a morte foi por parada cardíaca não está assinando o atestado, com isso, o corpo tem que ser levado pela funerária para o Serviço de Verificação de Óbito (S.V.O.) do Hospital Regional de Presidente Prudente, para que após o exame, o médico de lá assine o atestado de óbito.
Segundo o agente Marcos, da Mutuária Dracenense, esse serviço antes era feito em Dracena por um médico. O agente informou à reportagem que o custo da viagem para levar o corpo até Presidente Prudente, para quem não tem plano funeral é de R$ 200. Além do custo da viagem, as funerárias enfrentam o problema do horário de atendimento do S.V.O., em Presidente Prudente.
De acordo com o agente funerário, se o corpo chegar naquela cidade (Prudente) após as 19 horas, a verificação do óbito só é feita no dia seguinte, atrasando a liberação do corpo e os serviços das funerárias, provocando a redução do horário do velório.
Marcos explicou que em Dracena e na região só é feita a verificação do óbito com a causa do falecimento, pelo médico, em caso de a morte ter ocorrido de maneira violenta.
A reportagem falou via telefone na quarta-feira (17), à tarde, com o médico Carlos André, atual chefe do IML de Dracena. Ele explicou que o Serviço de Verificação de Óbito (S.V.O.) por força de lei foi criado em Presidente Prudente para atender toda a região da Nova Alta Paulista.
Segundo ele, antes o médico 'quebrava um galho' assinando o atestado com a causa da morte, mas agora a competência, no caso de a morte ter ocorrido por fatores naturais, é do médico do S.V.O., que precisa ser patologista.
Ele disse que na capital paulista e em cidades com maior número de habitantes existe o S.V.O. Segundo o médico, o Ministério da Saúde criou esse serviço para que o governo possa saber o que está provocando a morte (natural) da população.
“Morte natural é caso para o S.V.O. ou do médico que estava assistindo o paciente que pode atestar a causa. Não é caso para o IML e sim do S.V.O. que trabalha sob uma legislação”, explicou Carlos André.
O chefe do IML entende que um trabalho político poderia buscar a instalação do S.V.O. na região de Dracena, embora isso dependa do índice populacional.
Carlos André informou ainda que o IML de Dracena trabalha com dois médicos legistas, número insuficiente para atender a demanda. Segundo ele, seriam necessários oito médicos.
Fonte: Portal Regional
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