"Máfia das Casinhas": MP confirma ações e inquéritos abertos em 23 municípios da região
Nossa Lucélia - 18.10.2012


"Máfia das Casinhas" completa 5 anos em julgamento

REGIÃO - A imprensa entrou em contato com a maioria das promotorias de Justiça da região de Presidente Prudente para apurar informações sobre ações ingressadas na Justiça ou inquéritos abertos pelo Ministério Público do Estado de São Paulo em relação à “Máfia das Casinhas”. No entanto, em várias delas, os promotores, oficiais de promotoria e outros funcionários não souberam dar detalhes ou dados atuais sobre as ações e inquéritos abertos, apesar de muitos confirmarem que os trâmites existem. A “Máfia das Casinhas” atingiu pelo menos 23 municípios da região.

Na Promotoria de Justiça de Iepê, responsável pelos municípios de Iepê e Nantes, a promotora de justiça Vanessa Zorzan informou que a denúncia do MP ainda corre em primeiro grau naquela comarca e está em fase probatória – de instrução.
“É muito provável que o processo esteja em segredo de justiça, mas não me recordo no momento”, mencionou. Ainda de acordo com a promotora, o esquema de suposta fraude da “Máfia das Casinhas” ocorreu em dois conjuntos habitacionais de Iepê. “Mais de 10 pessoas entre administradores municipais da época como também da suposta quadrilha foram denunciados pelo MP”, acrescentou Vanessa.

A Promotoria de Justiça de Presidente Epitácio, responsável também por Caiuá – informou que o inquérito civil para apurar atrasos na entrega das unidades nos municípios e a utilização de materiais inadequados nas construções foi arquivado após o cumprimento do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre o MP e a CDHU, e a entrega das residências.
Segundo informações da Promotoria de Justiça de Rosana, havia um inquérito civil aberto para apurar possíveis irregularidades da “Máfia das Casinhas” no município, porém, como já corre na Justiça outro processo cível ingressado pela Prefeitura de Rosana, o MP resolveu arquivar o seu inquérito. O jurídico da Prefeitura não soube informar o estado atual do processo ingressado na Justiça e disse que não teria tempo hábil para levantar os dados.

Na Promotoria de Justiça de Martinópolis, o promotor Carlos Schelini César informou que há quatro ações criminais ingressadas naquela Comarca e que não estão em segredo de Justiça. “Há também um inquérito civil aberto, porém este ainda não tem ação proposta”, disse Carlos. Para o promotor, os problemas gerados pela “Máfia das Casinhas” atingiu conjuntos habitacionais em Martinópolis e Indiana.

FALTA DE INFORMAÇÕES

Em Rancharia, o promotor de justiça Rodrigo Melgarejo, lembrou que tem um processo antigo que virou ação civil pública. Mas disse que quem poderia dar mais informações seria a oficial de promotoria chamada Cláudia, que não estava no momento e somente retornaria hoje. “Sei de uma ação civil pública, que está em curso e em segredo de justiça. Sou novo aqui e mais informações seria com a oficial amanhã”, disse Rodrigo.

Na Promotoria de Teodoro Sampaio, a informação foi que o promotor estava em audiência e não poderia atender, e que os demais funcionários eram novos e precisariam de mais tempo para apurar a solicitação.

Na Promotoria de Justiça de Presidente Prudente – responsável também por Álvares Machado, Alfredo Marcondes, Santo Expedito e Anhumas – a reportagem foi informada que quem poderia informar sobre o assunto era o promotor Hélio Perdomo, mas ele estava em uma reunião.

Em Mirante do Paranapanema, a promotoria informou que o funcionário que poderia dar as informações estava de licença e retornaria na quinta-feira.

Já na promotoria de Presidente Venceslau – responsável também por Marabá Paulista – a imprensa foi informada que somente o promotor André Luis Felício teria competência para falar sobre o assunto, porém estava em reunião.

Em Santo Anastácio, a promotoria informou que o promotor não estava e a funcionária que poderia passar dados sobre o assunto já havia ido embora.

Na Promotoria de Justiça de Dracena – responsável também por Ouro Verde – a reportagem foi informada que quem poderia passar as informações era o oficial da promotoria chamado Jeferson, porém ele não estava e somente seria encontrado hoje.

Em Tupi Paulista – responsável também por Monte Castelo, Nova Guataporanga e São João do Pau D'Alho – as informações era que o promotor responsável estava em audiência e não poderia atender.

Em Osvaldo Cruz – responsável também por Sagres, Parapuã e Salmorão – a informação era que o promotor Owem Miuki Fujiki estava em reunião. A reportagem ligou novamente no final da tarde como o orientado, porém as ligações não foram atendidas.


Fonte: Jornal Oeste Notícias / POP Notícias

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