Osvaldo Cruz e Martinópolis ainda dependem do TSE para saber quem será prefeito
Nossa Lucélia - 10.10.2012


Martinópolis e Osvaldo Cruz estão com os candidatos mais votados esperando decisão sobre liberação de registro

REGIÃO - As eleições ainda não acabaram em algumas cidades do Oeste Paulista. Apesar de os resultados das urnas terem sido anunciados minutos depois do fim da votação de domingo (7), as discussões continuam principalmente nos municípios de Martinópolis e Osvaldo Cruz.

É que nessas cidades quem teve mais votos pode não levar. Isso porque os candidatos a prefeito tiveram seus registros de candidatura indeferidos num primeiro momento e só concorreram diante de recursos que moveram.

Por estarem nessa briga judicial, seus votos não foram divulgados e, por ora, são tidos como nulos. Se conseguirem reverter a decisão na Justiça Eleitoral, terão os votos computados e poderão assumir as Prefeituras. Por isso, essas cidades ainda esperam uma definição da Justiça. Entenda:

MARTINÓPOLIS - O mesmo ocorre em Martinópolis, onde o candidato que teve a maioria dos votos foi Tonho (PV), com 8.214. No entanto, por estar indeferido com recurso, sua candidatura está dependendo de decisão da Justiça Eleitoral e seus votos foram tidos como nulos. Seu registro foi negado também com base na Lei Ficha Limpa, sob alegação do TRE de que ele tem condenação por improbidade administrativa. Tonho já recorreu ao TSE e, caso consiga o registro, será o novamente prefeito da cidade.

Se ele não conseguir, assume Luiz Leite (PMDB), que teve 3.330 votos. Outros concorrentes,  Baixinho (PSDB) teve 2.216 votos e Marcos Freita (PC do B), 163.

OSVALDO CRUZ - O drama é o mesmo na cidade. O atual prefeito Valtinho (PSDB) teve 12.599 votos, mais de 70%, se eles tivessem sido considerados válidos. Também por enfrentar negativa do registro com base na Lei Ficha Limpa, na qual o TRE afirma que ele tem condenação por improbidade administrativa, seus votos foram anulados.

Mas na cidade há um agravante: caso ele consiga reverter a situação no TSE e obter o registro, seu votos passam a valer e ele assume a Prefeitura. Do contrário, como foram superior a 50% dos votos que seriam anulados, pode ser que haja uma nova eleição na cidade. E isso vai depender também da Justiça Eleitoral definir.

“Ou a Justiça pode entender que o segundo colocado passa a ser o prefeito, ou pode entender que a nulidade de mais de 50% dos votos, que foram dados ao Valtinho, deve gerar uma nova eleição. Aí o Tribunal Regional Eleitoral tem de 20 a 40 dias para marcar essa nova eleição”, explica o chefe do Cartório Eleitoral, Fernando Jorge Simão.

O segundo colocado, no caso, foi Homero Massarante (PMDB), que obteve 4.787 votos. A população destas cidades, agora, aguarda o TSE definir seus prefeitos e, consequentemente, seus futuros.


Fonte: Thiago Ferri / iFronteira

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