Secretaria da Fazenda lacra posto de combustível em Pompéia
Nossa Lucélia - 27.09.2012
Secretaria Estadual da Fazenda apontou solvente na gasolina. Dono negou irregularidade e disse que entrou na Justiça
POMPEIA – A adulteração de combustível já levou a cassação da inscrição estadual de 70 postos nas regiões de Bauru e Marília, SP. O caso mais recente foi em Pompéia, onde bombas foram lacradas por fiscais da Secretaria Estadual da Fazenda. Desde o início da operação "De olho na bomba", cerca de mil postos de combustíveis apresentaram irregularidades e acabaram interditados em todo estado de São Paulo.
Em Pompéia, o posto fiscalizado fica no Jardim São Luís, que estava vendendo gasolina misturada à solvente. “No caso de desconformidade é instaurado um procedimento administrativo e dado todo direito de defesa para o contribuinte, por meio de provas. E isso pode culminar no final do procedimento com a cassação da inscrição estadual do estabelecimento e lacração das bombas de combustíveis”, explica o fiscal do governo, José Carlos Cardoso.
O mecânico Cezário Ferreira Euflasino alerta que o combustível adulterado pode corroer as peças do veículo. Além disso, o carro passa a consumir até 15% mais. “Ele pode ter problema com falhas no carro, marcha lenta irregular, carro consumir mais. Pode ter problema com bomba de combustível, com bicos injetores e uma série de itens pode ser danificada com o uso do combustível adulterado”, avisou.
Para os consumidores, a dica é observar o equipamento que fica ao lado da bomba. Ele chama densímetro e não pode estar acima do nível do combustível. O consumidor também pode exigir testes de qualidade e a nota fiscal. Além de observar o desempenho do veículo.
Por telefone, o dono do posto lacrado em Pompéia, disse que já entrou na Justiça para reverter a situação. Segundo ele, em 17 anos de trabalho nunca houve uma irregularidade no estabelecimento. Ele contou que faz análises mensalmente no próprio posto e que nunca foi identificada alguma adulteração. Na opinião dele, os procedimentos adotados pelo estado durante a fiscalização foram irregulares. Ele afirma que segue todas as orientações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e que nunca encontrou desconformidades no combustível que vende.
Fonte: Do G1 Bauru e Marília
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