Na região Nova Alta Paulista greve dos bancários deve começar nesta quarta-feira
Nossa Lucélia - 19.09.2012


Base territorial do Sindicato dos Bancários de Tupã vai de Pompéia até Panorama

TUPÃ - Os bancários da base sindical do Sindicato dos Bancários de Tupã, que compreende agências de cidades da Nova Alta Paulista – de Pompéia a Panorama – decidem nesta terça-feira a adesão à greve, que em princípio está marcada para a partir desta quarta-feira (19).

Nas capitais e grandes cidades os bancários entraram em greve a partir desta terça-feira (18) por tempo indeterminado. A paralisação inclui tanto bancos públicos quanto privados, segundo informou Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

A decisão de iniciar a greve no Estado de São Paulo foi confirmada durante assembleia realizada ontem à noite. Com isso, clientes de bancos que pretendem ir a uma agência bancária amanhã poderão encontrar funcionando apenas os caixas eletrônicos, embora Juvandia admita que, em geral, no primeiro dia de greve, a adesão dos trabalhadores ainda não seja muito grande.

“A greve começa nesta terça-feira e depois vai atingindo e ampliando para um maior número de agências e também pegando as concentrações bancárias”, disse Juvandia, em entrevista coletiva realizada ontem à tarde, em São Paulo.

De acordo com ela, as agências ficarão fechadas a partir de hoje, mas o atendimento por meio de caixas eletrônicos continuará a funcionar normalmente. Ela afirmou também que os aposentados não serão prejudicados já que o autoatendimento estará funcionando para que possam sacar seus benefícios. “Os caixas eletrônicos vão funcionar. O cliente que for à agência vai ter o caixa eletrônico disponível. Mas não vai ter atendimento ao público”.

Segundo Juvandia, desde o dia 1º de agosto, quando a pauta de reivindicações foi entregue, ocorreram nove rodadas de negociação, sem que tivesse sido estabelecido um acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%), piso salarial de R$ 2.416,38 (atualmente é R$ 1,4 mil), participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 4.961,25 fixos, plano de cargos e salários, elevação para R$ 622 nos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da décima terceira cesta-alimentação, além da criação do décimo terceiro auxílio-refeição.

Os bancários querem ainda mais contratações, proteção contra demissões sem motivos e fim da rotatividade. Outra reivindicação é o “fim das metas abusivas e combate ao assédio moral”, além de mais segurança. A proposta oferecida pela Fenaban foi de apenas 6% de reajuste salarial.

A federação tinha prazo até ontem para apresentar uma nova proposta, o que, até o momento, não foi feito. Nesta quinta-feira o sindicato pretende mobilizar bancários em greve a participarem de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, a partir das 10 horas. Também devem participar do ato trabalhadores petroleiros e metalúrgicos, cuja data-base também está marcada para o segundo semestre.

Há quase 500 mil bancários em todo o Brasil, sendo 138 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A expectativa do sindicato é que a greve desse ano possa mobilizar mais do que os 42 mil bancários que entraram em greve no ano passado em São Paulo e na região metropolitana. “Os bancos não deram alternativa para a categoria que não fosse fazer a greve", disse Juvandia.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ainda não se pronunciou sobre a greve, mas alertou a população de que muitas das operações bancárias poderão ser realizadas por meio dos caixas eletrônicos, internet banking, telefone e correspondentes bancários, tais como casas lotéricas, agências dos Correios e outros estabelecimentos credenciados. Ano passado, a greve da categoria durou 21 dias.

Fonte: Diário de Tupã

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