Região tem menor índice de mortalidade infantil na história e 3º do Estado
Nossa Lucélia - 04.09.2012


A cada 1.000 crianças nascidas, 9,9 morrem. De 2010 para 2011 a redução foi de 19,8%

REGIÃO - A região de Presidente Prudente obteve o terceiro menor índice de mortalidade infantil do Estado de São Paulo em 2011. A cada 1.000 crianças nascidas, 9,9 morreram. Também é o menor indicador da história da cidade, com redução de 19,8% em relação a 2010. O levantamento é da Secretaria de Estado da Saúde e da Fundação Seade.

Em todo Estado, o índice do ano passado ficou em 11,5 óbitos de crianças menores de 1 ano de idade a cada 1.000 nascidas vivas, contra 16,9 em 2000. A taxa coloca São Paulo entre as áreas de menor risco de morte infantil do Brasil. A mortalidade infantil é o principal indicador da saúde pública segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Prudente ficou atrás de Barretos, com 8,1 óbitos por 1.000 nascidos vivos, seguida pela região de São José do Rio Preto, com 9,1.

Em relação aos valores do ano de 2000, todas as regiões apresentaram redução da mortalidade, com destaque para a queda de 52% na de Barretos, 49% na de Registro, 44% na de Presidente Prudente e 42% na de Marília.

O aumento do número de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatal, o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal, a vacinação em massa de crianças pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os investimentos estaduais na saúde básica são alguns dos motivos para a queda na taxa de mortalidade infantil.

Causas de morte - As causas perinatais, que as relacionadas a problemas na gravidez, no parto ou no nascimento, representaram 57% das mortes infantis. No entanto, esse índice caiu 30% desde o ano 2000, passando de 9,7 para 6,6 mortes por 1.000 nascidos vivos no período analisado, o que revela o aperfeiçoamento da assistência pré-natal.

Entre 2000 e 2011, as mortes infantis por malformações congênitas foram as que apresentaram menor diminuição das taxas, de apenas 11%, passando de 2,8 para 2,5 óbitos por mil nascidos vivos. Já as doenças do aparelho respiratório e infecciosas e parasitárias tem peso relativamente pequeno como causas de morte dos menores de um ano. Em 2011, estes tipos de patologias foram responsáveis por 5,6% e 4,4% das mortes, respectivamente.


Fonte: Do iFronteira

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