Falta de colaboração da população de Bastos prejudica prevenção da leishmaniose
Nossa Lucélia - 01.09.2012


Moradores de bairros nobres não permitem entrada de agentes de saúde
Ajuda é essencial no combate à doença que já fez 3 vítimas na região


BASTOS - Equipes de saúde estão com dificuldade de combater a leishmaniose em Bastos. Oito casos da doença já foram confirmados neste ano. E toda a região sofre com o problema: em Tupã, a 30km da cidade, uma pessoa morreu e em Bauru, a pior situação, 12 casos foram registrados em 2012, dois pacientes morreram.

A doença é transmitida pelo mosquito palha e afeta animais, como o cachorro, e o ser humano. Cerca de 500 cães infectados já foram sacrificados em Bastos e a população precisa colaborar para evitar a proliferação.

De acordo com Roberto Castanho, médico parasitologista responsável por analisar as amostras dos municípios, é fundamental que a doença seja diagnosticada o quanto antes. "A leishmania tem uma preferência pelo fígado, pelo baço e pela medula óssea onde ela se prolifera bastante causando um processo inflamatório no organismo. Quanto mais rápido o diagnóstico for feito, maior as chances do indivíduo se curar”, explica.

Mas o trabalho de prevenção está difícil de ser realizado, principalmente nos bairros mais nobres onde os moradores sempre arrumam uma desculpa para evitar que as equipes de saúde entrem nas casas. Além de dar orientação, os agentes precisam passar veneno nas paredes dos imóveis. Só assim é possível matar o mosquito palha.

Rosa Maria de Marte, controladora de endemias, diz que todo o trabalho é perdido se apenas uma casa ficar para trás. "O pessoal tem que ficar duas horas fora da casa e não aceitam ter que ficar tanto tempo fora. 'Eu vou sair, eu tenho compromisso, vou ao médico', essas são as desculpas que eu tenho aqui” conta.

O secretário de saúde de Bastos, Valdir Dezan, destaca que a população pode e deve ajudar. Manter os quintais limpos, sem restos de fezes de animais, sem materiais em decomposição. Além disso, árvores com copas muito grandes e altas devem ser podadas. “O mosquito palha se cria muito nas sombras. Por isso é preciso podar as árvores, deixar com poucos galhos pra que o sol penetre mais e o mosquito não procrie nesses locais”, explica.

Outro problema é quanto à aplicação do inseticida, que tem que ser aplicado diretamente nas paredes. Ainda de acordo com Valdir, "o morador tem que desencostar todos os móveis da casa e muitas pessoas não colaboram, não deixam que a gente faça o trabalho. Mas se pularmos uma casa porque não há autorização, o mosquito pode se espalhar”.


Fonte: Do G1 Bauru e Marília

Voltar para Home de Notícias


Copyright 2000 / 2012 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.br
Lucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista