Problemas de esgoto fazem casa 'inundar' em Adamantina
Nossa Lucélia - 30.07.2012
O problema acontece há anos e, apesar de muitas promessas, nada foi resolvido
ADAMANTINA - Uma denúncia levou o IMPACTO a uma residência inundada por água de esgoto, na sexta-feira (20), por volta das 10h, na rua Mato Grosso, no Jardim Brasil. A moradora da casa, a faxineira Erotides dos Santos, disse que o problema acontece há anos, e que apesar de muitas promessas, nada foi resolvido.
Chorando, a mulher conta que estava a caminho do trabalho quando a vizinha foi avisar que a casa dela estava, mais uma vez, inundando. Ela, que reclamou do mau cheiro, da sujeira e dos móveis danificados por causa da água, ressaltou que o problema nunca foi resolvido.
A moradora afirma já ter entregue todos os documentos na Prefeitura de Adamantina há mais de oito anos, e que prometeram fazer a casa.
“Se tivesse condições não iria pedir para ninguém, eu mesmo faria. Além de ter problemas de saúde, trabalho como faxineira, não ganho o suficiente. Preciso de ajuda. A cada vez que minha casa inunda, além do mau cheiro e da sujeira, os móveis vão estragando”, disse.
Os vizinhos, para ajudar Erotides, fizeram o prolongamento do cano para que a água que inunda a casa dela desça para o terreno ao lado, evitando maiores estragos. “Tivemos que fazer uma 'gambiarra' para que a água não parasse só na casa dela. Temos que ajudar porque ver um vizinho nessa situação é terrível”, disse Maria Inês Cordeiro dos Santos.
O IMPACTO entrou em contato com a Sabesp, responsável pela rede de água e esgoto da cidade, que informou que a casa citada é 'casa com soleira negativa', pois foi feita abaixo do nível da calçada. Por isso, quando acontece de obstruir a rede no bairro, casas desse tipo são as primeiras a apresentarem problemas.
Nilton Pavani Naleto, gerente do setor técnico operacional da Sabesp, explicou que na sexta-feira (20) a rede foi entupida por uma bucha de lavar roupa, que jogaram no cano.
Ele explicou que para tentar solucionar o problema de retorno de esgoto, a Sabesp colocou uma válvula de retenção na residência, para impedir que a água de esgoto volte, mas que, por entupimento, não consegue reter a água.
“A Sabesp se responsabiliza por qualquer dano que tenha acontecido na casa por causa do problema com esgoto. No dia a moradora pediu materiais de limpeza e cloro, e nós entregamos o que ela pediu”, afirmou o gerente. “No mesmo dia fizemos a desobstrução e manutenção”, completou.
O IMPACTO entrou em contato com a Prefeitura de Adamantina questionando a situação da casa de Erotides dos Santos e a promessa feita de uma nova casa.
Por meio de nota, a prefeitura informou que referente a construção moradias sociais realizadas pela Prefeitura, “as ações realizadas hoje no município se efetivam desde que haja uma parceria entre a Prefeitura e o morador que necessita da construção ou reforma. Esse morador formaliza sua necessidade, o que é avaliado tecnicamente pela equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Cras (Centro de Referência da Assistência Social). Constatada a necessidade social do requerente, o mesmo é considerado apto a receber o benefício, porém, é imprescindível que o mesmo seja um dos parceiros, viabilizando o material, seja adquirindo ou buscando doações de entidades assistenciais, igrejas, empresários e outras pessoas ou organizações, que têm se empenhado solidariamente, na medida do possível, já que a Prefeitura é legalmente é impedida de empregar materiais adquiridos com recursos públicos em obras particulares”.
Segundo nota, “a participação da Prefeitura de Adamantina, em todos os casos, é com o fornecimento da mão de obra, dentro da sua capacidade de atendimento, e nesses moldes, já foram atendidas mais de 65 famílias em Adamantina com construção de moradias, reforma , melhoria, construção de banheiros e muros. Existe hoje uma lista de espera de aproximadamente 200 famílias consideradas aptas, onde muitas dessas aguardam a parceria para a conquista do material, reiterando que a Prefeitura, dentro do seu cronograma de trabalho, fornece a mão de obra. O caso específico apresentado requer um estudo, e para tanto solicitamos que o morador reclamante procure a Prefeitura (Departamento de Protocolo), no andar térreo do Paço Municipal, e formalize um pedido de informação, relatando todo o caso, para que sejam prestadas as informações precisas sobre o mesmo”.
Fonte: Tamyris Araujo /GI Notícias
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