Hip hop ajuda a ressocializar internos da Fundação Casa de Irapuru
Nossa Lucélia - 21.07.2012
Projeto socioeducativo é realizado quatro vezes por semana há seis meses com 23 adolescentes
IRAPURU - Ha cerca de seis meses a Fundação Casa de Irapuru 1 oferece a 23 menores internos aulas de hip hop toda semana. Segundo a direção da unidade, os resultados refletem positivamente no comportamento dos jovens, que também acreditam na dança como uma oportunidade para abrir portas fora da instituição.
O break ganhou força no Brasil nos anos 80 e ainda hoje mexe com os jovens. No projeto socioeducativo de dança, os passos aprendidos também podem proporcionar uma carreira no mundo das artes.
Além dos dançarinos, o movimento também é formado por DJ's, grafiteiros e cantores. Um dos internos quer transformar o projeto em oportunidade e já tem planos para quando sair da internação. “Eu quero trilhar e quem sabe no futuro ser um professor, participar de circuitos nacionais e de campeonatos”, fala.
Os adolescentes têm aulas na quadra de esportes quatro vezes por semana. O professor é um dançarino que largou o emprego fixo para se tornar um break boy (b-boy).
Fernando Henrique Pereira, conhecido como Fernandinho, já venceu mais de 20 competições estaduais e nacionais de dança de rua. Nesse sábado (21) ele participa de um dos maiores concursos do país, o Festival de Joinville, em Santa Catarina.
A dedicação ao estilo é tanta que hoje ele se sustenta como dançarino de hip hop. “Toda experiência que eu tenho, passo para eles.Tudo que seja motivação para que eles não caiam nas drogas, de ter a vida que eu tenho, de dançarino e artista”, fala Fernandinho.
Apesar do curto período do projeto, a diretora da unidade, Sônia Pessoa, já percebeu mudanças no comportamento dos meninos. “A partir do momento em que eles estão inseridos em uma oficina onde eles têm afinidade, a mudança no comportamento é bem evidente porque na verdade eles estão fazendo aquilo que gostam e que, de repente, eles não teriam a possibilidade de fazer enquanto estavam na rua”, afirma.
Na Fundação Casa, o hip hop vai além da terapia. Para eles é uma chance de recomeçar a vida. “Dá para você ver de longe quando o cara é bom ou não, então eu percebo que aqui tem uns 20, 30 que vão sair daqui e o rumo está certo, basta acreditar”, enfatiza Fernandinho.
Fonte: iFronteira
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