Ato pela reforma agrária poderá levar Lula e Dilma a Lucélia
Nossa Lucélia - 20.07.2012
Manifestação será realizada no próximo dia 28 e terá apoio de prefeituras, sindicatos e centrais sindicais
LUCÉLIA - O principal lider dos trabalhadores rurais sem terra na região oeste do estado de São Paulo, José Rainha Jr, anuncia a realização de manifestação de grande porte no próximo dia 28 de julho, a partir das 10h00, na avenida Internacional, centro de Lucélia.
O convite oficial para o evento aponta os principais itens da pauta do protesto: “Ato em defesa da reforma agrária. Unindo o campo e a cidade. Por dignidade, educação, saúde, lazer e cultura. Terras para acampados e assalariados e investimento para assentados”.
Falando em nome dos trabalhadores rurais sem terra, Rainha explica que um dos objetivos será protestar contra a lentidão da reforma agrária na região oeste de São Paulo. “Embora nós defendamos o governo federal, somos obrigados admitir que nesta região do estado a reforma agrária está uma paralisia geral”.
Aponta que a manifestação é organizada pelo MST Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – juntamente com a Feraesp (Federação dos Trabalhadores Rurais Assalariados do Estado de São Paulo), Sindicato dos Metalúrgicos e Sindicato dos Químicos da região do ABC Paulista, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, com o apoio da Prefeitura de Lucélia e da Força Sindical.
Explica que além da população de Lucélia e cidades vizinhas, o ato de protesto do MST também contará com caravanas oriundas de municípios das regiões de Rancharia, Andradina e Araçatuba, entre outras. "Pela primeira vez vamos unir as forças urbanas e do meio rural".
Ressalta que a reforma agrária fortalece o campo, através do incremento da a g r i c u lt u r a familiar e, ao mesmo tempo, faz diminuir os bolsões de miséria nas periferias das cidades.
CRÍTICAS - Sobre a lentidão da reforma agrária no oeste paulista, Rainha lembra que a última arrecadação de áreas na região para implantação de assentamentos ocorreu na gestão de Mário Covas (PSDB), que foi governador de São Paulo entre 1994 e início de 2001.
"Depois de aprovado o projeto de lei que legitima áreas devolutas com até 450 hectares, agora tem uma proposta tramitando para legalizar áreas com até 1.000 hectares", critica. Falando em nome do MST, Rainha diz ter encaminhado convites à presidente Dilma Roussef e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, para que participem da manifestação pela reforma agrária no próximo dia 28 de julho em Lucélia.
Com relação à presidente Dilma, diz manter contato - através de interlocutores em Brasília - com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. "A ideia é que se a presidente Dilma não puder vir, que mande um representante oficial do governo federal", comenta.
Garante ainda ter falado com o ex-presidente Lula. "Ele disse que existe uma restrição da junta médica, que só o autoriza conceder entrevistas e participar de pequenas reuniões".
O líder sem-terra diz ter ponderado a Lula que ele nem precisará fazer discurso, mas apenas acenar para o povo. "É muito difícil participar de um evento público e conseguir não discursar" teria rebatido Lula, segundo José Rainha.
Fonte: Nel Oliveira / Oeste Notícias
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