Filha morre e mãe acusa médicos de “UPA” de negligência no atendimento
Nossa Lucélia - 03.07.2012
Criança de 5 anos morreu na ''UTI'' de um hospital de Bauru
TUPÃ - Mais uma morte é atribuída a falta de qualidade do atendimento médico oferecido pela “UPA” – Unidade de Pronto Atendimento – de Tupã. Ana Beatriz Barbato Chiezi, de 5 anos de idade, faleceu no último dia 20 na ''UTI” infantil'' de um hospital de Bauru e a mãe da criança acusa médicos de “UPA” de negligência no atendimento.
A dona de casa Lucilene Barbato Lima, de 38 anos, residente no Jardim Velini, contou que “Ana Beatriz” foi levada a “UPA” pela primeira vez, chorando de dor abdominal, na madrugada de 11 para 12 de junho.
Antes disso, ela disse que passou pelo Pronto Socorro do Hospital São Francisco, onde não conseguiu atendimento e foi encaminhada a “UPA”.
Lá, conforme a mãe, Ana Beatriz esperou ''quase uma hora'' para receber atendimento médico, mesmo chorando muito e constantemente sentindo vontade de urinar – procedimento que causava dor.
Nesse primeiro atendimento, na madrugada do dia 12, o médico apenas recomendou que ela continuasse administrando “analgésico” e solicitou um exame para constatação do problema.
Ainda na tarde do mesmo dia 12, outro médico plantonista da ''UPA'' atendeu mãe e filha já de posse do tal exame e receitou o medicamento “sefalexina”.
Entretanto, o tratamento não apresentou resultado, tanto que às 8 horas da manhã do dia seguinte, 13 de junho, Lucilene Barbato Lima, voltou a mesma “UPA” com a criança, que literalmente gritava de dor.
Foi então informada que sua filha – já socorrida com tubos de oxigênio – deveria ser levada urgentemente a uma “unidade de tratamento intensivo”.
Encaminhada para o Hospital São Francisco, a criança aguardou até por volta da 01h30 da manhã do dia seguinte – 14 de junho –para ser transferida para Bauru.
Tanta demora, segundo a mãe, se explicava por duas razões. Tupã e a região de Marília não dispunham nem de vagas de “uti pediátrica”, nem de uma chamada ''ambulância uti'' necessária para a transferência de paciente em estado gravíssimo.
E a transferência só aconteceu porque o pai da menina, que mora em Votuporanga, conseguiu uma ''ambulância uti'' do seu plano particular de saúde e ''Ana Beatriz'' foi então levada para Bauru.
''Lucilene Lima'' procurou a Rádio Cidade hoje pela manhã e falou dos momentos de sofrimento e abandono que passou ao lado de sua única filha, que morreu no último dia 20 em Bauru – após uma semana de internação.
Fonte: Nilton Mendonça / Rádio Cidade
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