No Apito do Trem, a Saudade
21 de junho de 2006

Nelson Martinez - Quantas saudades nos corações daqueles que viveram na época de: ouvir o apito da Maria Fumaça, que trazia notícias e novidades da Capital lá bem distante, era gente nova, velhos crianças, moças bonitas e rapazes chegando e saindo. A chegada e a saída do trem era um grande alvoroço na Estação. Tudo acontecia rapidamente, era gente subindo gente descendo, derrepente o chefe do trem o apito e a partida, daí a alegria dos que chegaram e a tristeza, a saudade daqueles que partiam, alguns para nunca mais voltar.
Quando o trem chegava já tinha os carros de praça parado de um lado da estação e do outro lado os charreteiros, todos muito prestativos, para atender os viajantes. Eu sempre que podia assistia tudo isso, sem nunca imaginar que um dia seria apenas saudades. Como eu tenho certeza que muitos lucelienses viveram essa magia, e hoje curtem uma saudade danada. Daquelas que da dor peito e nó na garganta.
O tempo não volta, é pra frente que caminha a humanidade empurrada pelo desenvolvimento desordenado, ordenado pelo poder econômico que não permite muitas vezes ao homem, o direito de curtir na plenitude o sentimento Saudade, pois insistem no desprezo em não registrar a historia.
Tenho visto que alguns conterrâneos que visitam o Site Nossa Lucélia falam da importância da Estação e de seu estado de abandono que se encontra, já vi também até uma poesia ou crônica sobre o Maquinista que Sorria com seu Dente de Ouro.
Hoje lembrando do aniversário da nossa querida Lucélia (24 junho) resolvi lançar um desafio. A todos os lucelienses que como eu curtem a saudade e especialmente ao nosso Prefeito. QUE TAL TRANFORMARMOS A ESTAÇÃO EM UM ESPAÇO CULTURAL que conte a história da nossa Cidade que praticamente surgiu e se desenvolveu a partir da estrada de ferro?
A propósito do aniversário, no próximo dia 24 de junho também faz aniversário a inauguração da instalação da água encanada em Lucélia. Será que alguém se lembra? O Foto Bandeirantes registrou e durante muito tempo as fotos ficaram expostas na sua Vitrine “ Galeria de Fotos”.
Após o desfile das escolas em um palco montado na Avenida Internacional um pouco abaixo do Posto de Gasolina Manoel Lopes e Casas Pernambucanas, um famoso farmacêutico da cidade na época, que duvidava do feito, tomou banho em público com a indumentária a rigor, que costumava trajar.
Nunca me esquecerei do fato, pois com aquela roupa branquinha que trajava, ao abrirem a torneira do enorme chuveiro saiu uma água vermelha barrenta que castigou aquele que tinha ousado duvidar do compromisso do nosso prefeito. Parabéns à nossa querida cidade e ao povo hospitaleiro.

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