25 de dezembro
20 de dezembro de 2011
Marcos Vazniac - "A fábula de Cristo é de tal modo lucrativa que seria ingénuo advertir os ignorantes do seu erro." Papa Leão X.
Imaginem a cena. O avião esta prestes a descer no aeroporto internacional do Rio de Janeiro. A paisagem é deslumbrante para os visitantes de outros países que pela primeira vez viajam ao Brasil. De dentro da aeronave, os turistas de todo mundo se encantam com as belas praias, montanhas e pelo cartão portal do Rio e do Brasil, que recentemente foi eleito em votação pela internet como sendo uma das 7 maravilhas do mundo moderno.
No alto do Corcovado um monumento chama a atenção. Mitra enfiando uma faca no pescoço de um touro, sendo portanto, um sacrifício divino em favor da vida. O sangue da besta teria originado as flores e os símbolos atraem os turistas de todo lugar do mundo, para com suas digitais imortalizarem a imagem.
Tal fato seria verdadeiro se e, 380 d.C, o imperador romano, Teodósio, não tivesse banida a religião mitraísta, e tornando o cristianismo como religião oficial do Império Romano. Até meados do século IV, o mitraismo competia com é de igualdade com a nova religião que surgiu em Roma. Se o culto a Mitra continuasse, poucas pessoas hoje andariam com um crucifixo pendurado ao pescoço.
Quem nasceu em 25 de dezembro?
A celebração do Natal Cristão, em 25 de Dezembro, surgiu de uma colagem com as solenidades dedicadas a Mitra, cujo nascimento era comemorado no solstício do inverno (no hemisfério norte), indicado no calendário romano como sendo no dia 25, em vez do dia 21 ou 22, como realmente acontece, em termos astrológicos.
A celebração do nascimento de Mitra, em Roma, era festejada na madrugada do dia 24 de Dezembro, como o "Nascimento do Invicto", uma alusão ao nascer de um novo Sol (num novo ciclo anual). A representação incluia a imagem do "menino Mitra". Foram encontradas figuras desse "menino", em Treveris, e a semelhança com as imagens cristãs do menino Jesus, são incontestáveis. O CORDEIRO
Até ao ano 680 dc. não se usava a figura do Cristo crucificado, como símbolo do cristianismo, mas o cordeiro, que era igualmente um símbolo mitraico.
Termos como o Bom Pastor, o Cordeiro de Deus ou o Cordeiro do Senhor - também eram invocações mitraicas, que por sua vez tinham sido herdadas dos antiquíssimos cultos da fertilidade.
Também as cerimônias rituais se repetem em ambos, quer no batismo (o neófito recebia sobre ele o sangue do touro sacrificado), quer na eucaristia em que os fiéis comiam do touro sacrificado, símbolo de Mitra - "Aquele que não comer do meu corpo ou não beber do meu sangue (do touro sacrificado), de forma a tornar-se um comigo e eu com ele, não conhecerá a salvação" - Estas palavras eram atribuídas a Mitra, segundo a lenda, e vamos encontrá-las na boca de Jesus na última ceia, de acordo com os relatos dos evangelhos.
Mitra e Jesus, foram depositados, depois da sua morte, em tumbas de pedra.
Os corpos de ambos desapareceram do local onde haviam sido inumados, tendo ressuscitado ao fim de 3 dias. Ambos, depois da morte, desceram ao inferno (Hades) e ascenderam depois ao céu para, no final dos tempos, regressarem para julgarem os vivos e os mortos.
Com o cristianismo oficializado no Império Romano, pelo Édito de Milão (313 dc.), saído das mãos do imperador Constantino, os chefes dos cristãos, rapidamente ocuparam os cargos públicos dos sacerdotes pagãos, na sociedade romana.
Em Roma, o papa cristão assumiu a categoria de Pontífice, substituindo de maneira pomposa o anterior chefe religioso pagão. As vestes sacerdotais, usadas pelo bispo de Roma, eram cópia das que usavam os Magos do culto mitraico e o exemplo mais claro está no uso da "mitra" e da "casula".
Tudo começou há 4 mil ano quando um culto começou a ser difundido entre os pastores na Índia e Babilônia, onde foi associado ao Deus Shamash (também chamado Zoroastro). O culto a Mitra chegou até Roma levado por legionários e ficou sendo uma forte religião dentro de Roma. A crença em Mitra começa na Índia, chega na Pérsia e, postariormente, no mundo romano. Na religião védica indiana, Mitra, cujos primeiros relatos vem de 1400 a.C., era o deus que mantinha o equilíbrio entre o bem e o Mal. Ele passa a integrar o panteão Zoroastra Persa como o Deus Solar.
Quando Alexandre, o Grande venceu os exércitos de Dário III, rei da Pérsia, o mundo helenístico adota Mitra em sua mitologia. Mas quem era realmente esse deus que conquistou culturas tão diferentes?
Mitra era o deus do Bem, criador da Luz, em sua eterna luta contra o mal e as trevas. O culto ao deus, conhecido como Mitraísmo, acreditava em uma existência futura absolutamente espiritual e liberta da matéria. Seu símbolo era o touro, usado em sacrifícios para a divindade.
Mas o que ele tem a ver com o Natal? A celebração do Natal cristão surgiu em paralelo com as solenidades ao deus Mitra, cujo nascimento era comemorado no Solstício (inverno no hemisfério norte e verão no hemisfério sul). No calendário romano, esse evento acontecia exatamente em 25 de dezembro. Os romanos celebravam, na madrugada do dia 24, o "Nascimento do Invicto" como alusão ao alvorecer de um novo sol. Em cidades como Traveris, na Itália, foram encontradas figuras do pequeno Mitra e a semelhança com as representações cristãs do menino Jesus são incontestáveis. E, mais ainda: ele nasceu de uma virgem. Ainda podemos associar o natal ao Yule, festa Wicca/Celta que retratava o nascimento da Criança-Sol.
O Natal, tal como conhecemos é uma festa capitalista, onde novos adornos foram colocados e vendidos para o censo comum. Até hoje, nenhum teólogo do mundo, nenhuma religião cristã, apresentou a certidão de nascimento de Jesus. Ele viveu numa época que era comum aparecer pessoas que se diziam ser filhos de Deus. Todos nasceram de virgem, fizeram milagres, andaram sobre as águas. Como as divindades babilônias, persas, egípcias e gregas, ter deuses invencíveis era algo comum.
Em sua época, Jesus era apenas um entre muitos profetas que prometiam liberdade, saúde e apocalipse no Oriente Médio do século I. Jesus em sua época não foi o mais famoso. Apolônio de Tiana, por exemplo era capaz de ressuscitas mortos. O profeta Honi, por exemplo fazia chover do anda. Pelo mesmo é o que dizem os textos antigos, escritos na época que o homem tinha medo do desconhecido, medo da chuva e dos raios. Jesus existiu no tempo e no espaço, mas não deixou nada escrito, e acho que tenha fundado alguma religião nova, apenas queria mudar o judaísmo.Voltar para a coluna Marcos Vazniac
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