Hipátia, vítima da intolerância religiosa
16 de agosto de 2011
Marcos Vazniac - A mulher mais sábia que Alexandria, no Egito já viu era a bela filósofa Hipátia, filha do filósofo Téon, um dos homens mais sábios que Alexandria conheceu.
Hipátia, bela, educada, e simpática, lecionava astronomia e filosofia, numa época que só os homens eram aceitos. Hipátia não tinha medo de debates público, e ia às assembleias debater suas idéias. Ela era amiga do prefeito de Alexandria, Orestes, que foi seu aluno e acabou ocupando importante cargo na cidade fundada por Alexandre, o Grande, e dominada pelos romanos no ano de 400 d.C. Era uma época de duas religiões. Cristãos e judeus se degladiavam pelas ruas da cidade, tentando provar a superioridade de cada religião.
A morte de Hipátia ocorreu dentro de uma igreja chamada Ceasarium, onde a despiram por inteiro e a assassinaram com telhas. Depois de despedaçar-lhes o corpo, levaram seus membros estraçalhados a um lugar chamado Cinaron e ali o incineraram (...) 1
Hipátia recusou vários convites de casamento, preferiu ficar noiva da filosofia e da sabedoria, não abrindo mão do conhecimento científico e da verdade. Foi mais uma das vítimas acusada de bruxaria e hoje é mártir do conhecimento científico. Um dos principais críticos de sua postura filosófica foi o Bispo de Alexandria, chamado Cirilo, que mais tarde foi elevado a categoria de santo e doutor da Igreja Católica.
Séculos após sua morte, parte de suas idéias foram admiradas por cientistas famosos como Jonhes Kleper e por Galileu Galilei.
1-Herth, Jeniffer Michael. Dúvida: uma História. Ed. Ediouro, Rio de Janeiro/RJ, pg 217.Voltar para a coluna Marcos Vazniac
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