Monteiro Lobato profetizou Barack Obama
24 de maio de 2010
Marcos Vazniac - Imaginem uma eleição nos Estados Unidos da América. Onde um candidato negro derrota uma candidata mulher, e se torna o primeiro presidente negro da maior potência mundial.
Não estou falando de Barack Obama, eleito em 2009, presidente dos Estados Unidos. A cena é fruto da imaginação fértil do escritor brasileiro Monteiro Lobato, que em 1945, esteve nos Estados Unidos e escreveu o romance O Presidente Negro ou choque de raças, onde narra a eleição de um presidente negro nos Estados Unidos no ano 2228.
A disputa futurista foi travada entre o candidato negro Jim Roy contra a candidata da liga feminista Miss Astor. A eleição foi vencida pelo candidato negro Jim Roy.
Considerado por muitos estudiosos como o maior representante da genuína cultura brasileira, Monteiro Lobato, não escreveu somente livros destinado ao público infanto-juvenil, como o conhecemos. Ele profetizou a descoberta do petróleo, muito tempo antes do primeiro poço do ouro negro ser descoberto no Brasil.
Monteiro Lobato está para o Brasil, assim como Júlio Verne, está para a literatura científica da França. Vejam: no romance O Presidente Negro, a eleição no ano 2228 é feita por um dispositivo eletrônico na casa do eleitor, algo muito parecido com a internet de hoje.
Assim, o eleitor não precisa enfrentar a fila indiana nas escolas para votar. No mesmo livro, o presidente recebe na Casa Branca, as imagens dos discursos dos candidatos para presidente, em um equipamento de bolso, algo muito semelhante ao celular com internet de hoje.
As aulas nas escolas do futuro são feitas via rádio, onde os alunos recebem em casa as imagens do professor, algo muito semelhante as faculdades virtuais de hoje. Também, profetizou que o Brasil, a Argentina o Paraguai e o Uruguai iriam se unir por laços culturais e principalmente econômicos. O Mercosul de hoje é mera coincidência.
A obra O Presidente Negro foi escrita de foram lúdica, onde o autor paulista narra o fato como se fosse ele o protagonista do enredo.
Uma boa sugestão de leitura para os nosso leitores. O livro é antigo e difícil de ser encontrado. Eu por exemplo, só o achei no sebo do Messias, que fica atrás da catedral da Sé em São Paulo.
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