5 minutos para o fim do mundo
22 de janeiro de 2007
Marcos Vazniac - Você já ouviu falar em relógio do fim do mundo? Não! Pois bem, ele existe, fica em Washington D.C. e, na última semana, foi adiantado em dois minutos, ficando portanto, há cinco minutos para a meia noite. Isso significa que se o ponteiro adiantar mais cinco minutos, o mundo estará vivendo uma guerra nuclear. Elaborado pelos cientistas do projeto Manhattan, que fizeram a bomba atômica americana, tem como objetivo marcar o perigo do mundo entrar numa guerra atômica.
Os ponteiros do relógio foram adiantados por cientistas pelos seguintes fatos:
- Estados Unidos e Rússia ainda detém um grande arsenal e armas nucleares apontadas uma para o outro. Se tais armas fossem utilizadas mutualmente, seriam suficientes para eliminar a vida na terra dezenas de vezes. Os EUA tem 10 mil ogivas atômicas e a Rússia cerca de 7.500 bombas nucleares.
- Recentemente o presidente Bush dos EUA, aprovou a construção de mais bombas atômicas. Elevou o orçamento militar americano a um patamar superior aos gastos dos EUA durante a Guerra Fria.
- A China construiu recentemente um míssil capaz de destruir satélites militares há 800 km de altitude.
- A Rússia diz ter construído um novo míssil capaz de furar o bloqueio anti-missil dos EUA, e prepara construir seu sistema anti-missil.
- A Coréia do Norte entrou em 2006 no Clube Nuclear aos explodir uma ogiva atômica. O Irã está muito perto de entrar no Clube Nuclear.
- Grupos terroristas como a Al Qaeda podem ter comprado no mercado negro, ogivas nucleares e usarem para ataques terroristas.
- O mais grave é que brevemente as guerras acontecerão por causa de recursos energéticos renováveis e por causa da água potável.
O relógio do fim do mundo ficou há dois minutos do seu fim quando em plena guerra da Coréia, os Estados Unidos e a União Soviética, testaram a Bomba de Hidrogênio (H), mil vezes mais potente que a atômica.
O atual estágio do relógio é gravíssimo, embora o mundo aparente uma paz relativa. O atual estágio mundial é mais grave do que na época da Guerra Fria. O relógio atingiu patamares perigosos como da crise de mísseis em Cuba, onde as duas superpotências estiveram com o dedo no gatilho nuclear, e superou o estágio de 1983, na era Reagan, onde a URSS derrubou em avião civil da Coréia do Sul, suspeito de espionagem (fato verídico), e o então presidente Ronald Reagan, dos EUA, decretou alerta vermelho nas suas forças armadas.
O mundo ainda girou, pois as potências ainda permitiam. Uma única bomba H do tamanho de uma laranja é suficiente para eliminar a vida na Terra, e uma boa descarga de radioatividade nuclear é suficiente para deixar a Terra desabitada por milênios, como o solo lunar.
Fazem parte do Clube Nuclear: Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França, China, Índia, Paquistão, Israel e Coréia do Norte.Voltar para a coluna Marcos Vazniac
© Copyright 2000 / 2009 - All rights reserved.
Contact: Amaury Teixeira Powered by www.nossalucelia.com.brLucélia - A Capital da Amizade
O primeiro município da Nova Alta Paulista