Dan Bronwn e a maçonaria nos EUA
22 de março de 2010



Marcos Vazniac - Depois de ter escapado de uma articulação dos Iluminat no Vaticano, e ter escapado de uma caçada pelas ruas de Paris e Londres, o anti-heroi , Robert Langdon, está de volta no novo romance do escritor norte-americano Dan Bronwn.

Em O Sílbolo Perdido, Robert Langdon é um elegante acadêmico de Havard, especialista em simbologia antiga. É convidado, pelo seu mentor, maçon Peter Solomon, para realizar uma palestra no Capitólio, na capital federal dos EUA.

Langdon se vê numa armadilha orquestrada pelo suposto maçon Mal àkn para encontrar o elo perdido, dos antigos, que daria a ele, infinitos poderes.

A ficção, que já é sucesso de venda em todo mundo, promete alcançar as cifras de 80 milhões de livros vendidos por Bronwn em seu O Código Da Vinci. Mas, o que chama atenção neste novo romance do historiador Dan Bronwn é a história e influência da Maçonaria, na vida dos Estados Unidos.

Sua capital, Washington D.C, foi planejada por um maçon francês chamado Pierre Charles L´enfant. Assim como o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, que construiu Brasília em uma planta de avião, o pedreiro francês construiu a futura capital dos Estados Unidos, fazendo sua arquitetura com símbolos da Maçonaria.

Por exemplo: a Casa Branca, o Monumento a Washington, o Memorial de Jeferson e o Capitólio – onde é narrrado o romance- fazem parte da arquitetura maçônica. O Momorial de jeferson, seria ponta da perna de um compasso, que começaria no Capitólio.

Os principais fundadores dos Estados Unidos foram pedreiros. Podemos citar George Washington, Benjamin Franklin e Thomas Paine.

Todos sabemos também que a nota de um dólar tem símbolos da maçonaria. A nota de um dólar, atualmente em uso, foi adotada pelo presidente Franklin Roosevelt (maçon) em 1935. Nela podemos observar vários símbolos como:

No verso da nota, à esquerda, há uma pirâmide, em cuja base esta gravada a data da independência dos EUA, 1776, em algarismos romanos. A pirâmide é encimada pelo delta grego, irradiando símbolos maçônicos do Grande Arquiteto do Universo (GADU). Há dois lemas em latim: abaixo, novus ordo seculorum (Nova Ordem dos Séculos), e, no alto, Annuit Coeptis ( Sê favorável ao empreendedorismo – o princípio da liberdade privada.); ou seja: Deus, favorece o nosso empreendimento.

À direita no verso, existe a águia da liberdade, que traz no bico um símbolo sirnáquico de 13 letras: E pluribun unun (um em tudo). Uma nuvem de 13 estrelas simboloza as ex-colônias americanas, dispostas no formato do Selo de Salomão, que, para os pais fundadores, foi um poderoso símbolo, com efeito de talismã. Na garra direita da águia, há um ramo de oliveira com 13 folhas e 13 frutos; na garra esquerda, 13 flexas: são os símbolos da paz e da guerra.

Na frente da nota, encontra-se no centro, George Washington, primerio presidente dos Estados Unidos, que foi maçon. De cada lado da efige e como borda, figura um ramo de acácia, símbolo da imortalidade e sinal de reconhecimento utilizado pelos maçons.

O primeiro presicente dos EUA, George Washington, prestou juramento ao assumir o cargo de presidente da nova nação, a Robert Livingstone, grão-mestre da Loja Maçônica de Nova York. A Bíblia sobre a qual Washington jurou era a que permanecia no altar da própria loja.

Dan Bronwn observa em seu livro, O Símbolo Perdido, que os fundadores dos EUA eram todos maçons. O novo país que estabeleceriam foi planejado e baseado nos ideiais maçônicos de liberdade e igualdade.

Na História do mundo podemos citar vários maçons (pedreiros) famosos, como: os filósofos franceses Voltaire, Denis Diderot e Montesquieu. Os escritores Júlio Verne e Oscar Wilde. Os músicos Beethoven e Mozart, e os políticos Roosevelt e Salvador Alende.

Na História do Brasil podemos citar alguns maçons famosos como José Bonifácio, Hipolito da Costa, Rui Barbosa, Benjamin Constant e os presidente Rodrigues Alves, Jânio Quadros, Deodoro da Fonseca e Campos Sales, dentre muitos outros.

O livro de Dan Brown é pura ficção, com ingrediente da simbologia mundial que desperta interese em todos os leitores. É um livro que venderá milhões de exemplares em todo mundo, mas que não passa de uma Teoria da Conspiração.

Que a maçonaria existe, todos sabemos, assim, como a Opus Dei (Obra de Deus), mas entre realidade e ficção existe um enorme abismo, como acredita o biólogo inglês Richard Dawkins.

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