BENTO XVI e o meio ambiente
Por Joaquim Malheiros Filho - No momento tão crucial como esse que presentemente vivenciamos em todos os quadrantes do mundo no relativo à tormentosa e preocupante questão ambiental, algo que interessa a toda humanidade, já que, mais que evidenciada a impossibilidade de vida num meio-ambiente irremediavelmente comprometido, situação, segundo acreditadas fontes científicas e opiniões altamente abalizadas, para o qual estamos caminhando a passos largos, notadamente em razão do denominado “efeito estufa”, decorrentes de emanações de gases na atmosfera terrestre, sobretudo aqueles emanados de veículos, motores e resíduos industriais, que, num crescendo e numa proporção espantosa, vem, décadas a fio, sobretudo após o advento da chamada revolução industrial, destruindo nossa camada de ozônio, soam bem-vindas auspiciosas vozes de qualificadas e acreditadas personalidades mundiais alertando para o perigo real e imediato a qual nossa humanidade está exposta em função da forma altamente predatória e nociva pela qual estamos explorando nossa planeta.
Sem dúvida, alvissareiras tal vozes. Representam, seguramente, um primeiro e fundamental passo para as mudanças que necessitamos, urgentemente, implementarmos, por meio de um “mutirão mundial” coeso e consciente, para que a humanidade sobreviva ou ao menos sobreviva com alguma qualidade de vida, já que se mudanças, algumas de caráter radical, a exemplo da questão dos gases emanados na nossa atmosfera, dentre eles o temível monóxido de carbono, despejado em números assustadores todos os dias mundo afora através dos escapamentos de veículos, não forem adotadas a curto e médio prazos, nosso planeta estará inapelavelmente condenado, levando de roldão toda espécie de vida, particularmente humana.
Assim, vozes e opiniões do porte de Al Gore, ex vice-presidente americano, do escritor e cientista ambiental James Lovelock e de outros não menos iminentes próceres mundiais em defesa do meio ambiente e da premente necessidade do mundo em coesão somar esforços para a salvação de nosso planeta, merecem ser festejadas, pois seguramente emprestam relevante contribuição para tomada de consciência e adoção de ações concretas para tal finalidade por parte das mais diferentes lideranças mundiais, não obstante, lamentavelmente, algumas delas, seguramente temerosos de danos econômicos para os seus países, ainda estejam vacilantes no somatório de esforços mundiais para salvar a terra.
Assim, naturalmente que deve ser muito festejada no sentido a manifestação de Sua Santidade o Papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil, na qual, como alerta e ensinamento, apregoou ao Brasil e, por via transversa, ao mundo, do alto da autoridade de seu cargo, de sua humildade e de sua sabedoria, o seguinte:
“Nunca podemos dizer basta, pois a caridade de Deus é infinita e o Senhor nos pede, ou melhor, nos exige dilatar nossos corações para que neles caibam sempre mais amor, mais bondade, mais preservação e conservação da natureza, da qual todos fazem parte.
“Nossos bosques tem mais vida”: não deixeis que se apague essa chama de esperança que o vosso Hino Nacional põe em vossos lábios.
A devastação ambiental da Amazônia e as ameaças à dignidade humana de suas populações requerem um maior compromisso nos mais diversos espaços de ação que a sociedade vem solicitando”.
Nada mais é preciso dizer!
(Joaquim Malheiros Filho é Promotor de Justiça aposentado e reside em Adamantina)
Artigo publicado no Diário do Oeste (Adamantina – SP)
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