Página do cronista Accyoly Filho
Minha querida Lucélia...
Accyoly Filho
Oh minha queria Lucélia...
Olhando o seu brasão
Vejo como uma tatuagem em meu peito
Cravado em meu coração
Histórias, estórias, mitos e canções
És a mais queria das cidades
És a menina dos olhos
És nossa nação
Lucélia, cidade boa onde nasci...
Repleta de amor,
Sinto saudades ao lembrar-me de ti
A cada esquina uma verdade
A cada calçada uma saudade
A cada monumento uma mensagem
A cada porque, uma longa história de você
Aprendi a te amar quase instantaneamente
Na festa de um ano
Seu hino já estava presente
Festas regadas a vinho, música e alegria
Festa onde um Pichirilo estava
Não faltava você, Lucélia amada
Eterna amante da família
Todos os homens por você se entregariam
Dedicação e paixão
Lucélia amada
Raiz, fundamento, alegria, verdade e emoção
Quem te conhece não te esquecerá jamais
Quem te amou nunca te largou
O amor por ti e integro, fiel e honesto
Lucélia a tua bandeira é a mensagem
E seu brasão é o nosso coração.
MAIS UMA HISTÓRIA...
Accyoly Filho
São tantos os causos da nossa cidade, são tantas histórias que nem sei por onde começar. Devo relembrar os belos carnavais de rua que nossa cidade tinha, (não sei se até hoje ainda tem carnaval de rua em Lucélia, mais estou me referindo aos idos de 50, 60 e 70... e por ai vai).
Segundo meu pai, Dr. Accyoly Barbosa do Vale, que passava todos seus carnavais na cidade, lembra de um fato curioso, alguns tios da Família Pichirili, estavam com restrição sobre sua pessoa, mais claro dizendo, estavam sendo procurados pela policia de Lucélia por se envolverem em brigas no campo de futebol e precisavam dar explicações. Por este motivo não poderiam curtir o carnaval de rua como todos outros cidadãos e com o medo de serem pegos pela policia, sendo assim, revolveram que iriam curtir o carnaval a qualquer custo, afinal, não poderiam jamais perder o carnaval de rua de Lucélia, mesmo se arriscando perante a policia que estaria presente no evento.
Então, com a devida astucia e muito improviso se fantasiaram p/ que ninguém os reconhecesse e assim poderiam brincar o carnaval tão esperado por eles, um fantasiou-se de múmia, com muita faixa enrolada pelo corpo, principalmente no rosto, e pedaços de pano. Outro se fantasiou de mendigo, deixando o rosto todo “sujo” de carvão, com um chapéu caído sobre o rosto e um terno todo rasgado... Assim seguiram p/ rua e curtiram seu carnaval, bebendo e dançando durante horas e mais horas.
Dizem meus familiares que foram os foliões mais felizes deste carnaval, afinal, eles curtiam não só a musica mais também curtiam a sensação da liberdade e então curtiram seus dias de “alforria”. Mais uma história, mais um conto que se passou nesta nostálgica cidade.
Assim é Lucélia.
IDOS DOS ANOS 50...
Accyoly Filho
Contava meu avô Marcondes Barbosa do Vale que um amigo dele, alias, amigo esse que meus familiares conheceram pessoalmente, chamado de "TATINHA" um negro baixo negro simpaticíssimo, TATINHA era tropeiro antigo em LUCELIA E REGIAO, mas com a modernidade dos caminhões nos anos 50 pra frente, A PROFISSAO DE TROPEIRO ACABOU, então o pessoal da cidade que gostava muito dele tomaram partido e falaram com o Prefeito FIRPO, que era boa gente e ele pos o Tatinha de coveiro no cemitério municipal.
ASSIM TAVA BEM COLOCADO O AMIGO TATINHA, MAS PASSA QUE O TATINHA TINHA UM MEDO TERRIVEL DE CEMITERIO, mas tinha que trabalhar, e la foi ele, e uma noite dessas TATINHA QUE VIVIA NUMA CASINHA DO LADO DO CEMITERIO ESCUTOU UNS BARULHOS GRANDE NO MEIO DAS COVAS ABERTAS PARA OS FUTUROS “CLIENTES” DO DIA SEGUINTE. AI ELE PENSOU, VOU NO VOU...VOU NO..VOU... MAS A RESPONSABIDADE FOI MAIS GRANDE QUE O MEDO E ELE FOI PÉ CONTRA PÉ...
QUANDO ESTAVA PERTO DAS COVAS VAZIA ESCUTOU UM VOZ ROUCA E GROSSA...OCE É DAQUI AQUI TEM QUE ENTRAR!!! PAROU TATINHA... TREMEU DE CIMA EM BAIXO... SACODIU A BOMBOCHA, (aqui vale um corte na história para que vocês entendam melhor, o TATINHA todavida usou bombacha de tropeiro. ALGUEM EM LUCELIA TEM QUE CONFIRMAR ISSO PARA MINHA TRANQUILIDADE, MAS VOLTANDO A HISTORIA).
A VOZ DIZIA “OCE É DAQUI AQUI TEM QUE ENTRAR...” TATINHA GELOU, AFINOU OS OUVIDOS E ESCUTOU DE NOVO... “OCÊ É DAQUI AQUI TEM QUE ENTRAR...” SAIU TATINHA EM DESAMBALADA CARRERRA, PEGOU SEU BURRO TROPERO METEU A ESPORA E FOI PARAR LA NA DELEGACIA VELHA, PERTINHO DA ZONA ANTIGA DO BAIXO MERETRICIO. REFOSLEGANDO A NÃO PODER MAIS, SEU DELEGADO JUNTA TODA SUA FORÇA MILITAR URGENTE E VAMOS LÁ NO CEMITERIO QUE TEM FATASMA LA, RAPIDO POR FAVORRR... O DELEGADO JÁ INDAGOU:
- TATINHA MISERAVEL VOCÊ ANDOU BEBENDO DE NOVO?! NÃO SEU DELEGADO, JUNTA SEUS HOMEM E VAMOS AGORA MESMO E O SR,. VAI VER, E O FANTYASMA ME FALOU ASSIM... “OCÊ É DAQUI AQUI OCÊ TEM QUE ENTRAR!” e o delegado não teve escolha a não ser juntar sua tropa, sua força militar (DOIS SOLDADOS, ALGUNS PRESOS DE BOA CONDUTA, INCLUSIVE SEU MARCONDES QUE NA EPOCA ESTAVA EM CANA, POR BRIGÃO), e rumaram ao cemitério.
LA CHEGANDO COMBINARAM ALGUMAS ESTRATEGIAS PARA ENTRAR E VERIFICAR O TAL FANTASMA. ASSIM FIZERAM SE ACERCANDO PÉ ANTE PÉ TODO MUNDO SE CAGANDO DE MEDO, DE REPENTE OUVIRAM UM RUIDO FORTE DE ALGUEM SE MEXENDO E FAZENDO CAIR A TERRA RECEM CAVADA DE UMA COVA... ALERTA TOTAL...
O DELEGADO FEZ SINAL APONTANDO A COVA E SINALIZOU PARA QUE TODOS AFINASSEM OS OUVIDOS E AO MENOR RUIDO TODOS JUNTOS ACENDESSEM AS LANTERNAS EM DIREÇÃO AO BURACO E DE NOVO “OCÊ É DAQUI, AQUI TEM QUE ENTRAR...” PUFF TODAS AS LANTERNA DIRIGIDA A COVA E SURPRESA TOTALLL...
UM TIPO MAMADO DE CACHAÇA ATÉ ONDE NÃO DAVA MAIS TENTAVA POR UM BOTÃO DENTRO DA CASINHA DA CAMISA PERTO DO PESCOCO, E COMO NÃO CONSEGUIA ELE REPETIA: “OCÊ É DAQUI AQUI TEM QUE ENTRAR!!!”
ESSAS SÃO HISTORIAS DE LUCELIA NOSSA AMADA CIDADE! CAUSO É CAUSO!
Querida Lucélia
Accyoly Filho
Oh minha linda Lucélia
Cidade boa onde nasci...
É! nasci e cresci com você
Amante dos meus sonhos
Sinônimo de alegria, felicidade e muito mais
Ícone da minha raiz
Dos meus ancestrais
Terra boa onde descansa os meus
Terra de encanto e fertilidade
Que alimento sempre nos deu
Bailes nos salões
Na rua o carnaval
Quanta alegria jogada
No chão da Internacional
Tradição e história
Transborda por aqui
Quem vive em Lucélia
Estás sempre a sorrir
Impossível estar feliz e não lembrar de ti
Desloco meus pensamentos e começo a refletir
Lucélia... Nunca te esquecerei
Tu és em meu peito a matriz
Saudade aperta e açoita-me
Pelo tempo que vivo longe de você
Cidade da paz
Seu ar quero respirar e sua água quero beber
Oh minha linda Lucélia...
Quantas e quantas histórias
Quantas saudades dos tempos de outrora
Quantas verdades...
Quanta lembrança na memória
Oh... Lucélia!
Suas noites de luar
Seus dias de sol
A beira do rio Feio
Impossível não lembrar
Minha família respira Lucélia
Como o tom impar
Minha família tatuou essa cidade
Em nossas entranhas
E temos que respeitar
Salve Lucélia...
Da Zona da Mata
Do futebol, política e samba
Salve Lucélia
Uma eterna doce lembrança.
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