Justiça condena Telegram por grupo que divulgava imagens ofensivas de mulheres, em Lucélia
Nossa Lucélia - 30.07.2026


Plataforma foi condenada a indenizar vítima e obrigada a fornecer dados de usuários de grupo que compartilhava imagens manipuladas de mulheres em Lucélia

Lucélia (SP) - A Justiça da Comarca de Lucélia, interior de São Paulo, decidiu nesta terça-feira (28) que o Telegram deverá fornecer dados para identificar os usuários de um grupo que compartilhava imagens sexualizadas e manipuladas de mulheres da região. Além disso, a plataforma foi condenada a pagar R$ 20 mil em indenização por danos morais a uma das vítimas.

O caso

  • O grupo no Telegram reunia cerca de 900 participantes e divulgava fotos de mulheres sem autorização, muitas vezes manipuladas por inteligência artificial para simular nudez.

  • Mais de 40 vítimas já foram identificadas no inquérito policial, que segue em andamento em Flórida Paulista.

  • A decisão confirma liminar de março, que já havia determinado a desativação do grupo e a entrega de dados dos administradores e participantes.
  • Fundamentação da sentença

    O juiz destacou que:

  • A prática configura violência contra mulheres, indo além da simples divulgação de conteúdo ofensivo na internet.

  • A manipulação de imagens por inteligência artificial sem consentimento representa menosprezo à condição feminina, enquadrando-se em crimes graves reconhecidos pelo STF.

  • Houve falha sistêmica da plataforma, já que o administrador do grupo tinha histórico de envolvimento com conteúdos ilícitos, como pornografia infantil e terrorismo, e mesmo assim não foi bloqueado preventivamente.
  • Investigações em andamento

  • O inquérito é conduzido pela Polícia Civil de Flórida Paulista, que já ouviu 42 das 45 vítimas identificadas.

  • Foram apreendidos celulares e computadores, que estão sendo periciados pela Polícia Científica.

  • Instagram e Telegram já forneceram parte dos dados solicitados para auxiliar na apuração.

  • A identidade dos investigados não foi divulgada, e o caso segue sob investigação.
  • Impacto da decisão - Segundo o advogado Luiz Guilherme de Freitas, a sentença representa uma vitória individual da autora, mas também cria um precedente importante para responsabilizar plataformas digitais em casos semelhantes. Outras vítimas poderão recorrer ao Judiciário para buscar reparação.

    Fonte: Siga Mais



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