Pedra com inscrições comemorativas da imigração japonesa é localizada após 45 anos desaparecida
Nossa Lucélia - 08.04.2026


Artefato foi doado ao Museu e Arquivo Histórico de Adamantina 'Setsu Onishi'

Adamantina (SP) - Uma pedra de quase 400 toneladas com inscrições comemorativas dos 50 anos da imigração japonesa ao Brasil feita por representantes da Associação Nipônica, no Bairro Tucuruvi, em 1958 foi localizada depois de ficar mais de 45 anos desaparecida em Adamantina (SP).

Conforme a Prefeitura, o “achado” gerou muita emoção nos descendentes japoneses que vieram morar no Brasil e adotaram Adamantina como lar.

Nilton Naoe conta que recebeu a informação de que a pedra tinha sido encontrada em uma propriedade rural do Bairro Tucuruvi que foi arrendada para o cultivo.

“Assim que fui até o local e vi a pedra naquela noite fiquei emocionado com o achado e logo entrei em contato com a presidente da Acrea [Associação Cultural Recreativa e Esportiva de Adamantina], Noriko Onishi Saito para contar o que tínhamos localizado, foi muita emoção”, destacou.

Noriko Onishi Saito é filha de Setsu Onishi que dá o nome ao Museu de Adamantina, disse que ficou bastante impactada quando soube da notícia.

“Foi o meu pai que fez a pedra e minha mãe a escrita naquela data marcante comemorando os 50 anos da imigração japonesa no Brasil. Não contive as lágrimas quando vi a pedra novamente depois de tantos anos. O certo é que ela fique no Museu para que possa ser vista como parte da história de Adamantina” lembrou emocionada.

“O contato foi feito com a secretária de Cultura e Turismo - Ana Queila Macedo da Silva Zanardo que prontamente nos atendeu e aceitou o desafio, somos muito gratos a ela e à chefe do Museu - Gislaine Targa Simoncelli”, destacou Noriko.

A prefeitura de Adamantina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, providenciou a retirada da pedra na propriedade rural do bairro Tucuruvi e a levou para o Museu.

"Um achado inestimável é muito importante para a história do município, estamos cuidando da pedra, revitalizando, limpando para colocá-la em um local especial no Museu”, disse a chefe de Museu e Projetos Culturais, Gislaine Targa.

Algumas fotos da época também foram localizadas e estão sendo publicadas na reportagem, a inteligência artificial ajudou a dar uma ideia como era o momento original.


Fonte: iFronteira



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