Sobe para 40 o número de vítimas de esquema que divulgava fotos em grupo com conteúdos sexuais
Nossa Lucélia - 12.03.2026


Caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Adamantina (SP). Imagens eram retiradas de perfis públicos das vítimas nas redes sociais

Região - Subiu para 40 o número de mulheres que denunciaram um grupo no aplicativo Telegram, com cerca de 900 integrantes, usado para compartilhar fotos delas em meio a conteúdo sexual. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (12), à TV TEM. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Adamantina (DDM).

Segundo a polícia, muitas das vítimas que conseguiram acessar o grupo já encaminharam informações para colaborar com as investigações.

Até esta quinta-feira (12), eram 34 vítimas. Ou seja, outras seis mulheres procuraram a polícia para denunciar o caso neste período.

Conforme a Polícia Civil, as fotos eram retiradas de perfis públicos das vítimas nas redes sociais. Dentro do grupo, os participantes faziam comentários ofensivos, xingamentos e até produziam vídeos a partir das imagens.

O caso é investigado como difamação, importunação sexual e também por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que entre as vítimas havia menores de idade.

Como denunciar? - Além de procurar a Delegacia de Defesa da Mulher, as vítimas podem fazer denúncias por meio do telefone 180, que pertence ao programa nacional que funciona 24 horas e recebe denúncias de assédio e violência contra mulheres, encaminhando essas denúncias aos órgãos competentes.

O serviço também realiza acolhimento, orientações e encaminhamentos para os serviços da rede de atendimento em todo o território nacional.

Posicionamento do Telegram - Em nota enviada a TV TEM, o Telegram informou que materiais de abuso sexual infantil (CSAM) e o compartilhamento não consensual de imagens íntimas são explicitamente proibidos pelos termos de serviço do aplicativo e que esse tipo de conteúdo é removido sempre que detectado.

Segundo a nota, o aplicativo é equipado e monitorado por ferramentas de Inteligência Artificial (IA) personalizadas, que aceitam denúncias para remover conteúdo que viole os termos de serviço, incluindo materiais de abuso sexual e o compartilhamento não consensual de imagens íntimas.

O Telegram informou ainda que adota uma política de tolerância zero contra esse tipo de conteúdo. Segundo a plataforma, desde 2018 todas as imagens publicadas em chats públicos são verificadas automaticamente e comparadas a um banco de dados de hashes de materiais relacionados a CSAM já banidos pelos moderadores.

A empresa acrescentou que, também desde 2018, pode fornecer endereços IP e números de telefone de suspeitos em resposta a solicitações legais válidas, o que auxilia investigações policiais.

Fonte: TV TEM



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