Em Dracena, punção de medula óssea se destaca na medicina veterinária como exame decisivo contra doenças graves
Nossa Lucélia - 26.02.2026
Procedimento minimamente invasivo auxilia no diagnóstico de cânceres, anemias e doenças infecciosas em cães e gatos, tornando-se aliado indispensável da medicina veterinária modernaDracena (SP) - A medula óssea, conhecida como a “fábrica” do sangue por ser responsável pela produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, tem papel central não apenas na saúde humana, mas também na veterinária. Embora o transplante de medula em animais ainda seja restrito a pesquisas experimentais, a coleta do tecido por meio da punção já se consolidou como um procedimento fundamental em casos clínicos complexos.
O médico-veterinário oncologista e cirurgião de tecidos moles Caio Pain, que atua em Dracena (SP), explica que a punção é indicada quando alterações significativas no hemograma não podem ser esclarecidas apenas por exames convencionais. “É um procedimento minimamente invasivo que nos permite investigar suspeitas de leucemias, linfomas, anemias sem causa definida, quedas persistentes de plaquetas e até doenças infecciosas”, afirma.
Entre os cânceres mais comuns em cães e gatos, os linfomas se destacam. Em alguns casos, a doença infiltra a medula óssea, tornando-se sistêmica e dificultando o tratamento. “A avaliação da medula ajuda a estadiar a doença, entender sua gravidade e ajustar o protocolo quimioterápico”, ressalta Pain.
Nos cães, a incidência de doenças hematológicas e oncológicas é maior, o que torna o mielograma - exame que analisa a medula - uma ferramenta indispensável. Já nos gatos, a indicação é menos frequente, mas igualmente relevante, especialmente em quadros ligados a infecções crônicas causadas por vírus, bactérias ou parasitas.
O procedimento exige preparo técnico semelhante ao de uma cirurgia, incluindo avaliação clínica prévia e planejamento anestésico individualizado. A coleta dura entre 15 e 25 minutos, e os resultados costumam ser liberados em até sete dias, após análise laboratorial detalhada. “A qualidade da amostra é determinante para um diagnóstico preciso”, reforça o especialista.
Quanto ao transplante de medula em pets, Caio Pain esclarece que, apesar de já ter sido estudado em cães, os resultados ainda não permitem sua adoção em larga escala. “O que avançou foi a terapia com células-tronco regenerativas, que busca modular inflamações e estimular a regeneração, mas não substitui a medula como na medicina humana”, explica.
Assim, enquanto o transplante permanece restrito a centros de pesquisa, a punção de medula óssea se firma como um exame essencial para compreender e tratar doenças graves em animais, oferecendo aos tutores e profissionais da área uma ferramenta valiosa para salvar vidas.Fonte: Beatriz Jarins, g1 Presidente Prudente
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