Aposentada de Lucélia confecciona roupas para doar a comunidades pobres da África
Nossa Lucélia - 13.07.2015


Olga Lopes começou a produzir roupas para crianças pobres para realizar sonho de filha falecida

LUCÉLIA - É tão bonito ver alguém se empenhado em fazer o bem, mas quando chega a nossa vez de ajudar há sempre uma desculpa, ou algo mais importante para fazer. Mas esse não é o caso da aposentada Olga Lopes, de 80 anos.

Apesar da idade avançada, Olga é idealizadora de muitas campanhas realizadas na cidade, e conta que sempre gostou de ajudar e afirma que fazer bem ao próximo a faz sentir-se melhor.

Todo ano a aposentada se junta as amigas e realizam algum tipo de campanha. No começo deste ano elas confeccionaram sapatinhos de tricô para o asilo da cidade, no ano passado fizeram cerca de 50 mantas com retalhos para o Hospital do Câncer de Jaú.

Quando encerrada a campanha, Olga percebeu que todo aquele amor e carinho que passou nos artigos confeccionados não era o suficiente, ela precisa fazer mais. “Eu me vi perdida de novo, eu precisava fazer algo a mais pelo próximo” conta.

Há cerca de sete meses ela perdeu a filha que morreu aos 48 anos. Após essa perda, a aposentada passou cerca de uma semana hospitalizada. Até perceber que a dor não iria levar ela a nada, então, resolveu reverter o sentimento de perda em amor ao próximo. “Quando sai do hospital, falei com meu coração e pedi para ele agüentar bastante, mas para isso, eu precisava me doar mais, e então decidi fazer isso!” diz.

A aposentada tinha uma ideia e a vontade de fazer o bem, só precisava de ajuda, foi onde surgiu o plano. “Quando eu invento de fazer uma campanha eu faço um chá, e chamo todas as minhas amigas, e elas já sabem que quando faço isso é porque quero ajuda para fazer uma nova campanha. Elas sabem que não tem como escapar”, conta em risos.

Nasceu ali uma 'Campanha em Prol a Crianças Pobres da África'. “Sempre gostei de ajudar. Quando perdi minha filha a dor foi imensa, e eu precisava me ocupar, para então superar o acontecido. E como eu sempre confeccionei artigos de tricô, com ajuda das minhas amigas. Sempre gostei de ajudar, mas naquele momento costurar roupas para essas crianças que a minha filha tanto queria ajudar, estava é me ajudando”, conta.

Agora o objetivo é continuar o sonho da filha, que desejava fazer algo de bom para ajudar as crianças da África. “Eu pensei que não iria aguenta. Teve vezes que vim costurar tarde da noite para poder melhorar, ai eu venho costuro e quando estou melhor volto para a cama. Meu marido tem muita paciência comigo, e recebo muita força das minhas amigas e familiares”, desabafa.

Então a cerca de dois meses elas começaram a confeccionar as peças que seriam doadas. “Eu e minha amigas começamos a confeccionar as roupas, e já temos 80 peças prontas. Pretendo confeccionar por mais um ano, e depois doar. No começo eu pedia para minhas amigas o material e ajuda para fazer as roupinhas, e elas pediam para outras amigas, e hoje somos em muitas, por um mesmo sonho, e um mesmo objetivo” conta.

Nenhuma das 80 peças produzidas até agora são parecidas. Cada um tem um detalhe que o deixa charmoso. Um laço de fita, um bico de cambraia, bolsos coloridos, sianinhas. “Corto sem molde. Não programo qual será o modelo. Coloco muito amor quando estou costurando. Fico imaginando a criança que vai usar como ficará feliz com uma roupinha nova. Eu não to fazendo nada com zíper porque esse pode quebrar e depois não ter concerto, então todas as roupinhas que faço é com botão, ou com elástico ou faço mais soltinha mesmo”, diz Olga.

Segundo a aposentada, em breve as cidades de Adamantina e Lucélia terão espalhados em vários cantos caixas para quem queira fazer doações. “Preciso de cortes de tecidos, linha em algodão, elástico, e retalhos, se quiserem doar roupas usadas em bom estado eu desmancho e faço outras. Já recebi muitas doações, mas ainda necessito de mais, pois serão 1.000 vestidos. Qualquer ajuda é muito bem-vinda”, finaliza.

A aposentada ainda não sabe como irá enviar as peças para o continente Africano, mas diz que para isso conta com ajuda da neta e que conforme o passar do tempo vai traçando uma nova estratégia para poder entregar as peças e realizar o sonho da filha.


Fonte: Carol Carleto _ Do GI Notícias

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